terça-feira, 27 de setembro de 2016

007 - O Amanhã Nunca Morre

Título no Brasil: 007 - O Amanhã Nunca Morre
Título Original: Tomorrow Never Dies
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Eon Productions, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Roger Spottiswoode
Roteiro: Bruce Feirstein
Elenco: Pierce Brosnan, Jonathan Pryce, Teri Hatcher, Judi Dench, Michelle Yeoh, Samantha Bond
  
Sinopse:
Elliot Carver (Jonathan Pryce) é um mago das empresas de telecomunicações, dono de um milionário complexo de mídia, que deseja induzir China e Inglaterra rumo a um conflito nuclear, enquanto domina os direitos de exclusividade de exibição do conflito internacional. Para deter seus planos destrutivos, o serviço secreto de sua majestade envia o agente James Bond (Pierce Brosnan), codinome 007, para investigar e parar os planos megalomaníacos do empresário alucinado. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor canção original ("Tomorrow Never Dies" de Sheryl Crow e Mitchell Froom).

Comentários:
Esse foi o segundo filme do ator Pierce Brosnan interpretando o agente secreto James Bond. O primeiro filme foi muito bem, tanto em termos de crítica como de público. Assim a sequência novamente estrelada por Brosnan era algo natural de acontecer. Nesse segundo filme os produtores contrataram Anthony Hopkins para interpretar o vilão do filme, porém com três dias de filmagens o ator abandonou o projeto. Ele alegou que o roteiro ainda não estava pronto e que em seu contrato havia uma cláusula que exigia que tudo estivesse pronto assim que ele começasse a trabalhar. A MGM não quis brigar com Hopkins na justiça e promoveu uma quebra contratual amigável. Com sua substituição as filmagens seguiram em frente. A produção não economizou nos gastos e uma BMW novinha foi destruída para dar credibilidade a uma das principais cenas de ação do filme. Outro fato digno de nota foi a contratação do diretor canadense Roger Spottiswoode. Especialista em filmes de ação (ele havia dirigido antes boas fitas do gênero como "Sob Fogo Cerrado", "Atirando Para Matar" e "Air America - Loucos Pelo Perigo" com Mel Gibson) ele realmente rodou um filme muito eficiente em termos de cenas de ação e violência. No geral é mais um bom filme da série, resgatando inclusive certos elementos dos primeiros filmes de Bond, ainda na época em que as produções eram estreladas por Sean Connery. O enredo original porém não foi escrito pelo autor Ian Fleming, mas sim pelo escritor Raymond Benson em 1997, no mesmo ano em que esse filme foi lançado.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 25 de setembro de 2016

Guia de Episódios - Game of Thrones - Quinta Temporada

Game of Thrones 5.01 - The Wars to Come
Depois de matar seu próprio pai, tudo o que resta para Tyrion Lannister (Peter Dinklage) é a fuga. Ele é colocado dentro de um pequeno caixote, em um navio e depois de uma jornada atribulada em alto mar finalmente chega em seu destino, uma bela porém remota mansão pertencente a um rico comerciante. Tudo providenciado por Lord Varys (Conleth Hill). A vida de Tyrion está arruinada, ela passa seus dias bebendo muito, porém Varys insinua que não, que ele deveria prestar atenção no que anda acontecendo ao seu redor. Uma aliança com a Rainha Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) poderia ser uma boa opção para que ele voltasse ao jogo político. Afinal de contas a chamada Mãe dos Dragões prospera em seus novos territórios conquistados. Enquanto isso a Rainha logo percebe que conquistar muitas vezes é mais fácil do que administrar. O povo pede que os jogos violentos, com combates de vida ou morte nas arenas, voltem a ser disputados, agora não mais com escravos, mas com homens livres. Daenerys abomina a ideia, uma vez que ela associa esse tipo de coisa a verdadeiras rinhas humanas. Seu poder deriva de seu exército de mercenários e dos dragões que controla. Esses foram aprisionados em uma caverna escura e a cada dia vão se tornando mais ferozes. Quando a Rainha decide visitá-los (e quase morre quando os encontra no meio da escuridão) ela começa a perceber que já não tem mais tanto controle sobre as bestas como pensava. Por fim, nesse episódio temos outro desfecho importante dentro da complexa trama da série. O Rei "Além-da-Muralha" Mance Rayder (Ciarán Hinds) é condenado a morrer na fogueira. Como último sinal de misericórdia é dada a opção dele renunciar aos seus poderes entre os selvagens, reconhecendo que não dispõe mais de qualquer tipo de domínio sobre os povos que vivem do outro lado da muralha. A recusa, como fruto de seu próprio orgulho pessoal, finalmente sela seu destino definitivamente. Para aliviar seu tormento final, em um gesto de piedade para evitar mais dor e sofrimento, Jon Snow (Kit Harington) o liberta com uma flecha certeira em seu coração. Bom episódio que já vai formando a rede de acontecimentos que se desenvolverá nessa temporada, com destaque para a excelente cena em que Daenerys Targaryen encontra seus dragões dentro de sua prisão. / Game of Thrones 5.01 - The Wars to Come (EUA, 2015) Direção: Michael Slovis / Roteiro: David Benioff, baseado na obra "A Song of Ice and Fire" de George R.R. Martin / Elenco: Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey.

Game of Thrones 5.02 - The House of Black and White
Para minar o crescente poder de Margaery Tyrell (Natalie Dormer) sobre o jovem rei, Cersei Lannister (Lena Headey) resolve fortalecer um grupo de sacerdotes do reino. Como Margaery tem um irmão homossexual o fortalecimento desse grupo de religiosos fanáticos, que dão grande importância para a moralidade da sociedade, acaba levando o jovem pederasta para a prisão. Obviamente Margaery Tyrell fica indignada com seu encarceramento e corre para que o jovem monarca recém empossado no trono tome alguma providência, porém acaba descobrindo que ele é fraco, dominando pela mãe e sem força de impor suas próprias decisões aos seus súditos. Essa atriz Natalie Dormer já tinha se destacado em "The Tudors" onde interpretava Ana Bolena. Ela é linda e tem aquele tipo de beleza que passa ao mesmo tempo uma certa maldade e malícia nos olhos, algo muito adequado para isso tipo de personagem. Na outra linha narrativa Tyrion Lannister (Peter Dinklage) é sequestrado, colocado em um barco, para ser levado até a Rainha Daenerys Targaryen (Emilia Clarke). Por fim e não menos importante acompanhamos os primeiros problemas surgidos para Targaryen em sua cidade conquistado. Explode uma rebelião interna contra suas forças de ocupação, algo que irá trazer muitos problemas para ela, justamente agora que tinha planos de avançar em suas conquistas e dominações. Recentemente a imprensa divulgou que o autor George R.R. Martin estaria com problemas para entregar no prazo seus novos textos sobre "Game of Thrones". Esperamos que isso não venha prejudicar o andamento da série. / Game of Thrones 5.02 - The House of Black and White (EUA, 2015) Direção: Michael Slovis / Roteiro: David Benioff / Elenco: Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey.

Game of Thrones 5.06 - Unbowed, Unbent, Unbroken
A interminável viagem de Tyrion Lannister (Peter Dinklage) segue em frente. Seu companheiro de viagem teve contato direto com os homens de pedra! O que isso significa? Que ele está contaminado, inclusive com os primeiros sinais de sua doença aparecendo em seu braço. Isso porém parece ser o menor dos problemas. Após um naufrágio eles vão parar em uma ilha inóspita. Como se isso não fosse ruim o bastante acabam caindo prisioneiros de piratas, escravos foragidos que agora pensam em vendê-los por um bom preço no mercado. Já Arya Stark (Maisie Williams) está no templo do deus das mil faces. O lugar impressiona com suas paredes forradas de rostos humanos. Esses corpos passam por um processo de limpeza, no qual Arya começa a trabalhar. Apenas o destino dos corpos ainda a deixam intrigada. Já sua irmã Sansa Stark (Sophie Turner) tem o pior casamento de todos os tempos, sendo praticamente estuprada em sua noite de núpcias, tudo sendo feito na presença do "fedor" para humilhá-la ainda mais. Por fim a rainha Margaery Tyrell (Natalie Dormer) cai em uma armadilha. Ao testemunhar em um caso de cunho sagrado, envolvendo homossexualismo na corte, ela mente e acaba presa imediatamente. Tudo leva a crer que foi uma bem arquitetada conspiração armada por sua própria sogra. Ao tentar se mostrar uma rival a ela a jovem acabou selando seu próprio destino que ao que tudo indicado será bem trágico. / Game of Thrones 5.06 - Unbowed, Unbent, Unbroken (Estados Unidos, 2015) Direção: Jeremy Podeswa / Roteiro: David Benioff / Elenco:  Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 24 de setembro de 2016

Esquadrão Suicida

Foi extremamente badalado esse novo filme da DC Comics. Como bem sabemos a DC tem sido bastante criticada por errar em inúmeras adaptações de quadrinhos para o cinema. Para muitos a Marvel tem se saído muito melhor nesse aspecto. Há certamente um fundo de verdade nisso, porém pela galeria de personagens que possui não há como a DC voltar atrás. Só resta tentar, muitas vezes na base da tentativa e erro. Esse "Esquadrão Suicida" aposta em vários personagens menos conhecidos, todos se unindo para formar uma espécie de grupo de criminosos em prol de boas causas. Faz sentido? Não muito, mas esse não é o principal problema desse filme. O que faz falta aqui é justamente um bom roteiro. De todas as adaptações da DC Comics para o cinema esse é certamente um dos filmes que apresentaram o pior roteiro. O enredo é básico, mal elaborado e sem novidades. Clichês pulam por todos os lados e com isso o filme como um todo naufraga. Outro ponto fraquíssimo vem dos vilões. Nada interessantes. Nem a presença do Coringa salva o filme nesse aspecto. Interpretado por Jared Leto ele só consegue ser muito sem graça e completamente irrelevante para a estória. Uma decepção completa.

Outro fator que me decepcionou bastante foi a produção. Para um filme milionário como esse é simplesmente surpreendente que a produção deixe a desejar. A direção de arte não é das melhores, os cenários são derivativos, já vistos em centenas de outros filmes antes e os efeitos especiais não são isentos de críticas. Em alguns momentos chega a ser constrangedor. No final das contas uma das poucas coisas boas desse filme vem em seu elenco. A melhor presença vem com a atriz Margot Robbie. Ela conseguiu sobreviver às críticas e a Warner anunciou que fará em breve um filme solo com a Arlequina. A garota, pelo visto, se deu realmente bem. Will Smith também ajuda a passar o tempo. O seu personagem, um assassino profissional, é um dos poucos que possuem alguma profundidade. O resto do Esquadrão Suicida é formado apenas por coadjuvantes sem maior expressão. Assim, apesar do filme ter sido relativamente bem em termos de bilheteria, penso que a DC e a Warner investirá mais naqueles personagens que mostraram alguma viabilidade futura. O resto será deixado de lado, no volumoso lixo de adaptações mal sucedidas da DC para o cinema.

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, Estados Unidos, 2016) Direção: David Ayer / Roteiro: David Ayer / Elenco: Will Smith, Jared Leto, Margot Robbie Jared Leto / Sinopse: Em uma ousada ideia o serviço de inteligência do governo americano resolve formar um esquadrão formado apenas por criminosos perigosos. Eles terão que realizar as missões mais perigosas, justamente àquelas que o governo não quer participar ou se envolver oficialmente. O serviço sujo enfim, será realizado pelo grupo sempre que for necessário.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A Lenda de Tarzan

Título no Brasil: A Lenda de Tarzan
Título Original: The Legend of Tarzan
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Village Roadshow Pictures
Direção: David Yates
Roteiro: Adam Cozad, Craig Brewer
Elenco: Alexander Skarsgård, Christoph Waltz, Samuel L. Jackson, Margot Robbie, Casper Crump, Mens-Sana Tamakloe
  
Sinopse:
Muitos anos após abandonar a África e voltar para a Inglaterra, assumindo o título de nobreza de Lord Greystoke, Tarzan (Alexander Skarsgård) é convidado pelo governo belga para voltar ao continente negro. Eles querem que ele veja com os próprios olhos tudo o que o país daquele governo está fazendo em prol das populações nativas. O que Tarzan não desconfia é que tudo se trata de uma cilada arquitetada por Leon Rom (Christoph Waltz) que deseja capturar Tarzan para entregá-lo para seus antigos inimigos.

Comentários:
Gostei bastante dessa nova aventura do personagem Tarzan. Ao custo de 180 milhões de dólares eles conseguiram reconstruir o clima e a nostalgia das antigas aventuras desse herói, cuja trajetória sempre andou de mãos dadas com o cinema. Olhando para o passado, revisitando os antigos filmes de Tarzan, chegamos na conclusão que esse novo filme (dirigido pelo bom cineasta David Yates de "Harry Potter e a Ordem da Fênix", "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" e "Harry Potter e as Relíquias da Morte") seguiu de perto as produções estreladas pelo ator Gordon Scott. Isso porque ao contrário dos primeiros filmes estrelados por Johnny Weissmuller esse aqui também não se preocupa em contar pela centésima vez as origens de Tarzan. Tudo é mostrado rapidamente em flashbacks, muito bem inseridos no enredo. O filme também não se preocupa em explorar muito o lado mais dramático do personagem como vimos, por exemplo, em "Greystoke:A lenda de Tarzan, o rei da selvas". Naquela ótima produção, dirigida pelo mestre Hugh Hudson, havia uma óbvia intenção de se abraçar o realismo. Aqui não, é mesmo uma aventura como nos velhos tempos. E isso certamente é o maior mérito desse filme. Uma ótima matinê, com roteiro redondinho e produção digna da fortuna que foi gasta em sua realização. Os pontos positivos porém não se limitam a isso. As escolhas tanto do protagonista (com o atlético Alexander Skarsgård, muito bem em cena) como do vilão (Christoph Waltz, novamente roubando a cena) se mostraram certeiras. Assim não há realmente do que reclamar. Esse "The Legend of Tarzan" é realmente uma excelente diversão.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Velocidade Máxima 2

Título no Brasil: Velocidade Máxima 2
Título Original: Speed 2 - Cruise Control
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Sony Pictures Studios
Direção: Jan de Bont
Roteiro: Graham Yost, Jan de Bont
Elenco: Sandra Bullock, Jason Patric, Willem Dafoe, Brian McCardie, Temuera Morrison, Christine Firkins, Colleen Camp
  
Sinopse:
Annie (Sandra Bullock) e Alex Shaw (Jason Patric) resolvem fazer um cruzeiro no Caribe. Ela ainda está se recuperando pelo que passou recentemente em Los Angeles, quando quase morreu em um ônibus desenfreado (no primeiro filme). Ele é um agente da SWAT que apenas quer curtir suas férias ao lado de sua namorada Annie. O que eles não poderiam imaginar é que o transatlântico em que estão viajando iria virar alvo do terrorista cibernético John Geiger (Willem Dafoe). Agora todos vão lutar para sobreviver a um desastre iminente!

Comentários:
O primeiro filme "Velocidade Máxima" foi certamente um dos melhores filmes de ação dos anos 90. Com roteiro bem escrito, se apoiando única e exclusivamente em apenas uma situação (a do ônibus sem freios), o filme foi um sucesso de público e crítica. Claro que uma sequência não tardaria. Infelizmente o que era original e bem bolado no filme original não voltou a se repetir. Esse "Speed 2: Cruise Control" é uma das piores continuações da história do cinema americano - sem exagero algum! Talvez prevendo o fiasco o ator Keanu Reeves resolveu cair fora da sequência. Anos depois ele mesmo explicaria em uma entrevista que ao ler o roteiro desse segundo filme viu claramente que não daria certo. O enredo se passava todo em um grande navio de cruzeiro e a pergunta que ele mesmo se fez foi básica: onde estaria a tal velocidade nesse tipo de situação? Acertou em cheio. Esse péssimo ponto de partida seria a principal causa do desastre dessa produção. Com roteiro ruim, mas boa produção (cheia de efeitos digitais inovadores), o filme afundou nas bilheterias (com total merecimento é bom frisar). Sandra Bullock nunca esteve tão ruim (e olha que pelas bombas que fez na carreira isso não era algo fácil de atingir). Jason Patric tentou compensar a ausência de Reeves, mas foi em vão. Até mesmo o ótimo ator Willem Dafoe saiu chamuscado de ter participado de um abacaxi desses! Enfim, fracasso completo de crítica e público, o filme hoje só serve para nos lembrar que muitas vezes a ganância dos estúdios vai um pouco longe demais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O Chacal

Título no Brasil: O Chacal
Título Original: The Jackal
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Michael Caton-Jones
Roteiro: Kenneth Ross, Chuck Pfarrer
Elenco: Bruce Willis, Richard Gere, Sidney Poitier, Diane Venora, Mathilda May, J.K. Simmons, Jack Black
  
Sinopse:
Durante anos um assassino profissional conhecido apenas como "O Chacal" cometeu crimes em vários países do mundo. Agora ele está nos Estados Unidos, pronto para cumprir um contrato de setenta milhões de dólares para eliminar um influente político americano. O FBI e a CIA precisam descobrir seu paradeiro antes que o crime seja cometido, porém poucos conhecem o rosto do Chacal. Uma dessas pessoas é um ex-terrorista do grupo irlândes IRA. Assim o condenado Declan Mulqueen (Gere) aceita colaborar na caça do Chacal em troca de certos benefícios para si próprio.

Comentários:
A ideia original era até muito boa. Uma nova adaptação para o famoso livro "O Dia do Chacal", um dos mais consagrados livros de ficção dos últimos anos. O filme original de 1973, dirigido por Fred Zinnemann, é sem dúvida um dos maiores clássicos modernos do cinema. O problema é que logo que começou a adaptação o estúdio resolveu ir por outro caminho. Ao invés de adaptar o enredo original procurou-se criar uma nova trama, com outros rumos. Aí a coisa toda desandou. O filme virou uma fita de ação genérica (embora competente) que muito pouco utilizava do romance original. O grande atrativo assim saia das páginas da literatura para o puro cinema. Entre eles o fato do filme contar com um excelente elenco, com direito a presença do veterano Sidney Poitier. O diretor Michael Caton-Jones sem dúvida criou um filme muito ágil, com excelente sequências de ação, porém algo se perdeu nesse processo. Bruce Willis como o assassino profissional Chacal não convence muito, porque está de certo modo preguiçoso em cena. Melhor se sai, quem diria, Richard Gere. Com um modo de interpretação mais sofisticado, menos brutamontes, ele acabou roubando grande parte do filme para si. No geral é isso. uma fita competente de ação, mas que fica longe, bem longe, do clássico "O Dia do Chacal", aquele sim um dos melhores da história do cinema.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ciladas da Sorte

Título no Brasil: Ciladas da Sorte
Título Original: Albino Alligator
Ano de Produção: 1996
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax
Direção: Kevin Spacey
Roteiro: Christian Forte
Elenco: Matt Dillon, Faye Dunaway, Gary Sinise, William Fichtner, Viggo Mortensen, M. Emmet Walsh, Joe Mantegna
  
Sinopse:
Após cometerem crimes pela noite adentro, três ladrões são caçados pela força policial. Tentando escapar do cerco eles acabam em um modesto bar, localizado em um porão. Lá acabam fazendo cinco reféns, entre clientes e empregados do pequeno estabelecimento. O lugar é uma verdadeira arapuca, com apenas uma saída. Como eles poderiam sair vivos de um bar como aquele? Assim nasce a ideia desesperada de se utilizar um plano ao estilo "Albino Alligator", onde uma pessoa é sacrificada para atrair a atenção dos policiais, enquanto os outros fogem do cerco dos tiras.

Comentários:
Bom, que Kevin Spacey é um dos mais talentosos atores de sua geração isso praticamente todo mundo já sabe. Agora, como ele se saiu atrás das câmeras, como diretor de cinema? Quem estiver procurando por uma resposta a encontrará em apenas dois filmes (os dois únicos que ele dirigiu até hoje). Um deles é "Uma Vida Sem Limites" de 2004, uma bela homenagem do ator para com o cantor Bobby Darin. Nostálgico e com ótima trilha sonora é realmente um belo musical biográfico. Antes disso porém Spacey se aventurou na direção com esse "Albino Alligator". Aqui temos um thriller policial com toques teatrais em sua concepção que acabou funcionando muito bem. Como era de se esperar Spacey filmou pensando em seus atores. Tudo é direcionado para valorizar cada diálogo, cada detalhe de atuação. Para isso ele reuniu realmente um excelente elenco onde se destacaram os veteranos Joe Mantegna e Faye Dunaway. Outro destaque vem com o belo trabalho de Gary Sinise, que sempre teve um estilo de interpretação bem próximo do próprio Kevin Spacey. Seria o alter ego do diretor no filme? É possível. Em suma, deixamos aqui a dica desse bom filme policial dos 90s. Uma bela produção, um roteiro bem escrito e um elenco afiado marcam um filme que fez jus ao talento de Spacey e todo o seu elenco.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Guia de Episódios - The Catch / American Crime Story / American Crime / Murder In The First

The Catch 1.01 - Pilot
Episódio piloto dessa nova série, "The Catch". Logo no começo somos apresentados aos principais personagens, investigadores privados contratados por grandes empresas para descobrirem quem as estariam prejudicando. No caso a principal investigadora é a bonita ruiva Alice Vaughan (Mireille Enos). Há tempos ela vem investigando um fraudador e vigarista internacional conhecido apenas como Mr. X. Ele já desviou milhões de dólares de seus clientes. Assim seu objetivo é identificar o criminoso. Mal sabe ela que o inimigo mora ao lado pois ele na verdade é o seu próprio noivo, Christopher Hall (Peter Krause), que usa esse relacionamento justamente para colocar as mãos em dados confidenciais. Partindo do que vi nesse primeiro episódio posso adiantar que a série é apenas na média, sem nada de muito especial a não ser uma edição bem feita e um roteiro esperto, cheio de reviravoltas. Seu grande atrativo vem mesmo do elenco a começar por Mireille Enos, aqui fortemente maquiada para fazer o estilo mulherão. Um visual bem distante de sua personagem mais famosa, a policial Sarah Linden de "The Killing", onde fazia o estilo mais bagaceira. Já Peter Krause eu já conhecia bem de "Parenthood". Se lá ele interpretava um paí de família quadradão, aqui ele dá vida a um estelionatário com talento para fugir do FBI e da cadeia. Em suma, vou acompanhar os próximos episódios para ver se a série melhora com o tempo. É questão de esperar para ver. / The Catch 1.01 - Pilot (EUA, 2016) Direção: Julie Anne Robinson / Roteiro: Allan Heinberg, Kate Atkinson / Elenco: Mireille Enos,  Peter Krause,  Alimi Ballard.

American Crime Story 1.01 - From the Ashes of Tragedy
Todo mundo ainda se lembra do caso de assassinato da ex-esposa de O.J. Simpson. Essa morte foi tão explorada pela mídia que chegou a cansar, saturar. Depois de alguns anos o ator John Travolta resolveu produzir essa série que conta justamente esse acontecimento trágico. Para quem não recorda em detalhes é uma boa oportunidade para conferir os bastidores de tudo o que aconteceu. A jovem esposa de O.J. foi assassinada juntamente ao seu suposto namorado no corredor de sua bela casa em um bairro chique de Los Angeles. Ela foi esfaqueada várias vezes no pescoço com requintes de extrema brutalidade. O mesmo aconteceu com o rapaz que estava ao seu lado. Com histórico de violência doméstica logo as suspeitas recaíram sobre O.J. Várias pistas confirmavam isso, até sangue dele foi encontrado na cena do crime, mas... provando que a justiça americana não é lá essa maravilha toda que dizem por aí. ele acabou inocentado pela força de seu status de celebridade e dinheiro, muito dinheiro. Claro que uma série onde todos já sabem de antemão o que vai acontecer (O.J. escapou da prisão apesar de ter todas as provas contra ele) o programa perde um pouco da graça, Mesmo assim esse primeiro episódio me deixou bem satisfeito. Além do bom elenco que conta com um John Travolta com forte maquiagem (o ator interpreta o advogado Robert Shapiro) o roteiro é muito interessante e até mesmo revelador. Vale a pena acompanhar. / American Crime Story 1.01 - From the Ashes of Tragedy (EUA, 2016) Direção: Ryan Murphy / Roteiro: Jeffrey Toobin, Scott Alexander / Elenco: Cuba Gooding Jr, John Travolta, David Schwimmer, Nathan Lane, Bruce Greenwood.

American Crime 1.01 - Pilot
Nova série criada, roteirizada e dirigida por John Ridley (o roteirista de "12 Anos de Escravidão", entre outros filmes). A trama desse episódio piloto começa quando Russ Skokie (interpretado por um envelhecido Timothy Hutton) descobre que seu filho e a esposa dele foram violentamente agredidos durante um assalto em sua residência. Ela não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo. Ela, após ter sido violentada, ainda luta por sua vida com ajuda de aparelhos em um hospital da cidade. Um evento devastador para todos os envolvidos. A situação é ainda mais delicada porque após longos anos de seu divórcio Russ precisa reencontrar sua ex-esposa, uma mulher com muitas mágoas provenientes de um casamento desastroso no passado. O filho assassinado do casal era fuzileiro naval e tinha uma reputação impecável, o que acaba deixando todos os familiares ainda mais transtornados. A polícia, por sua vez, tem poucas pistas seguras. O que se sabe é que um dos assaltantes tinha aparência hispânica, um latino provavelmente, e estava dirigindo um velho carro que em pouco tempo consegue ser rastreado nas investigações. A partir desse ponto o castelo de cartas começa a ruir rapidamente. Um dos envolvidos no crime acaba sendo localizado pelos detetives dirigindo o próprio veículo que foi usado no crime. Um jovem latino, tal como os relatos apontavam. Seu envolvimento acaba chocando seu próprio pai, um homem que procura viver uma vida honesta e íntegra, trabalhando dia a dia em sua pequena oficina de conserto de carros. O caso ainda envolve um negro, com histórico de violência, viciado em metanfetaminas com sua namorada branca e um pequeno patife das ruas que vive de pequenos golpes com cartões de crédito roubados. Gostei bastante desse episódio piloto. Achei tudo muito bem roteirizado e dirigido. O argumento toca sutilmente no problema racial sempre em voga nos Estados Unidos. Em determinado momento a mãe do rapaz assassinado questiona as leis americanas pois seu filho estava servindo à pátria e acaba sendo morto por um imigrante ilegal, mostrando as chagas que ainda existem dentro da sociedade daquela nação. / American Crime 1.01 - Pilot (EUA, 2015) Direção: John Ridley / Roteiro: John Ridley / Elenco: Timothy Hutton, W. Earl Brown, Felicity Huffman.

American Crime 1.02
Essa nova série se baseia nas tensões sociais e raciais que ainda persistem em existir hoje em dia dentro da sociedade americana. Um casal de jovens é brutalizado por um crime sem explicação. Ao que tudo indica os criminosos fazem parte de uma gangue formada por latinos e negros. Após as investigações realmente membros dessas etnias são presos, inclusive um jovem latino, filho de um imigrante que sempre buscou levar uma vida honesta e digna dentro dos Estados Unidos. Agora ele vê tudo ruir da noite para o dia. Seu filho acabou alugando o próprio carro de seu pai para uma gangue e essa foi acertar contas com um veterano de guerra americano e sua namorada. A polícia desconfia que tudo não passou de um acerto de contas entre traficantes rivais, mas essa tese é contestada de forma veemente pela mãe do jovem morto. O roteiro deixa bem claro nas entrelinhas que ela tem uma personalidade racista bem enraizada em sua alma, a tal ponto de se sentir completamente desconfortável quando é atendida por uma detetive negra do departamento de polícia! Sem pensar muito racionalmente ela praticamente se desespera em busca de um policial que seja branco e americano como ela! O roteiro também não se contenta em apenas explorar o crime bárbaro em si, mas também mostrar os dramas das famílias das vítimas. O pai do jovem assassinado é interpretado por Timothy Hutton. Cinéfilos de outrora vão reconhecer ele de filmes como "A Traição do Falcão" e "A Janela Secreta". Excelente ator, ele agora tenta o caminho da TV depois de um hiato na carreira no cinema. Seu personagem é um misto de fracasso pessoal e profissional, exarcebado por um crime que ele tenta compreender, mas sem sucesso. "American Crime" é uma excelente dica para que estiver em busca de uma nova série para assistir que tenha qualidade e consistência dramática. Com nove indicações ao Emmy é uma ótima pedida para o fim de noite. / American Crime 1.02 - Episode Two (EUA, 2015) Direção: John Ridley / Roteiro: John Ridley / Elenco: Felicity Huffman, Timothy Hutton, W. Earl Brown.

Murder In The First 1.02 - The City of Sisterly Love
Como eu já tinha comentado sobre o episódio piloto, a série Murder In The First ainda soa muito quadradinha para se destacar dentro do universo televisivo americano. Está muito próxima daquela definição pouco elogiosa que se usa no Brasil, o de "enlatado americano". Mesmo assim ainda tem espasmos de talento para que se siga em frente acompanhando toda semana um novo episódio. Em "The City of Sisterly Love" continua a investigação sobre a morte da comissária de bordo do jatinho de um daqueles jovens imbecis que fazem fortuna com a indústria da informática. A detetive Hildy Mulligan (Kathleen Robertson) quer provar que o garoto riquinho é o verdadeiro assassino pois está comprovado que ele tinha um caso amoroso com ela (obviamente tudo impulsionado por mero interesse pois uma loira linda daquelas jamais se apaixonaria por um idiota daquele naipe). A vontade de solucionar o assassinato é tanto que Mulligan decide até mesmo fingir um interesse no suspeito, saindo com ele para um jantar romântico, que no final se revela apenas uma manobra para conseguir seu DNA em um beijo! (pois é, acredite). Por enquanto o que ainda me mantém assistindo a essa séria é a beleza e carisma da atriz Kathleen Robertson, uma veterana da telinha desde os tempos em que interpretava a jovem Clare Arnold em "Barrados no Baile" lá nos agora distantes anos 1990. Foi sem dúvida a namoradinha platônica de muita gente boa que hoje está na casa dos seus trinta e tantos anos. Ela própria já é uma quarentona, vejam só como o tempo passa rápido. / Murder In The First - The City of Sisterly Love (EUA, 2014) Direção: Jesse Bochco / Roteiro: Steven Bochco, Eric Lodal  / Elenco: Taye Diggs, Kathleen Robertson, James Cromwell.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Guia de Episódios - Breaking Bad

Título no Brasil: Breaking Bad 5.13
Título Original: To'hajiilee
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: American Movie Classics (AMC)
Direção: Michelle MacLaren
Roteiro: Vince Gilligan, George Mastras
Elenco: Bryan Cranston, Anna Gunn, Aaron Paul

Comentários:
Outra série que adoro! Costumo brincar afirmando que "Breaking Bad" é extremamente viciante! Bobagens à parte, o fato é que se trata de um daqueles seriados que você simplesmente não consegue deixar de acompanhar. Roteiro, direção e atuação de alto nível, um primor. É uma das melhores representantes da excelente fase pelo qual passa a televisão americana nesse momento. Pois bem, na minha opinião a série teria terminado no último episódio da Mid-season quando Hank Schrader (Dean Norris) descobre no banheiro, de forma completamente casual, que seu próprio cunhado, Walter White (Bryan Cranston) é o grande traficante de metanfetamina que ele tanto procurava nos últimos anos. Pense bem, se tudo tivesse terminado naquela última cena o final seria completamente aberto! Seria fantástico e cada espectador daria asas à sua própria imaginação para tentar entender o que iria ocorrer dali para frente.

Porém, não foi essa a visão dos produtores e do criador Vince Gilligan. Como "Breaking Bad" foi uma série de sucesso fenomenal resolveu-se ir adiante, até o fim. Aqui nesse episódio as coisas já estão completamente fora do controle. Walter contrata assassinos para matar Jesse - mas esses não querem dinheiro, apenas que ele ensine a fazer a meta azul que é sucesso de mercado. Walter aceita. Ele quer encontrar Jesse (Aaron Paul) e arma uma emboscada mas dá tudo completamente errado! Há uma tentativa de se localizar onde está todo o dinheiro de Walter - e eles chegam lá, mas haverá surpresas para todos os que se encontram naquele buraco árido. Um intenso tiroteio no meio do deserto encerra o episódio, o primeiro que realmente me empolgou nessa reta final de série (os anteriores me deixaram uma sensação ruim de que estavam enchendo linguiça). Faltam apenas dois episódios para que eu termine a longa caminhada de "Breaking Bad", que desde já, posso dizer que foi uma das melhores que assisti em minha vida. Espero que tudo termine em alto nível.
 
Breaking Bad 5.15 - Granite State
Penúltimo episódio de Breaking Bad. O episódio anterior foi maravilhoso, com alta carga dramática e então tudo vai por terra nesse aqui que sinceramente falando me soou como gratuito, sem maior relevância. Walter White (Bryan Cranston) consegue escapar das garras da lei e vai parar em um lugar remoto, uma cabana no meio de uma montanha bem no meio de lugar nenhum. Um esconderijo perfeito para não ser encontrado por ninguém. O isolamento porém começa a mexer psicologicamente com White que não resiste e resolve ligar para o filho naquela que é sem dúvida a melhor cena do episódio. Do outro lado Jesse Pinkman (Aaron Paul) se torna cativo de seus algozes que procuram em essência seu talento para "cozinhar" Meta. Só ele ainda consegue fabricar a droga com alto grau de pureza, além da cor azul que tanto sucesso faz entre os drogados da região. Assim "Granite State" só serve mesmo como uma ante-sala do episódio final que espero não seja decepcionante.

Breaking Bad 5.16 - Felina
E assim, depois de cinco anos, cinco temporadas e 62 episódios, finalmente "Breaking Bad" chega ao seu final. Nos Estados Unidos a exibição desse episódio foi um evento e tanto, com ampla cobertura da mídia e excelentes pontos de audiência. Estava bem receoso, pensei que viria literalmente uma bomba pela frente, mas apesar de reconhecer que foi um pouco sem surpresas, gostei do resultado final. Escrevi a sentença "sem surpresas" porque realmente era algo esperado. O final de Walter White (brilhantemente interpretado por esse grande ator Bryan Cranston) vem bem de acordo com os padrões morais e éticos que imperam dentro da sociedade americana. Ele, seja por boas ou más razões, enveredou por esse mundo do tráfico de drogas e no final de tudo tinha que pagar por seus erros. White é seguramente um dos personagens mais fascinantes da história da TV americana. Um sujeito de uma personalidade complexa e cativante, que reflete bem o lado positivo e negativo de todas as pessoas. Uma de suas falas finais, ao reconhecer que gostava do que fazia pois o fazia se sentir vivo realmente é muito reveladora, mostrando o seu lado verdadeiro e sem retoques. Confesso que muitas vezes torci por Walter, até porque suas razões pareciam dignas em certo sentido, mas tenho que dar o braço a torcer e reconhecer que se o final não foi ousado ou surpreendente, pelo menos foi adequado e digno. Assim "Breaking Bad" deu adeus e não se enganem, deixará um enorme vácuo em seu lugar já que não visualizo nada atualmente em exibição que tenha tanta qualidade.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Guia de Episódios - Those Who Kill

Those Who Kill 1.03 -  Rocking the Boat Estou no comecinho dessa série. Ainda estou me familiarizando com os personagens. Recapitulando os episódios anteriores: uma garota é brutalmente assassinada em um beco sujo, com fortes pancadas ao lado de um depósito de lixo. Inicialmente as investigações levam a um jovem, criado em um lar adotivo, cheio de problemas pessoais mas ele é encontrado morto debaixo de uma ponte. Provável suicídio. Nesse episódio as coisas ficam mais claras. Entra em cena uma suspeita, uma garota muito perturbada que tem acessos de fúria. A personagem principal dessa série é a policial do departamento de homicídios Catherine Jensen (Chloë Sevigny). Confesso que ela me lembrou de outra personagem de tira feminino, a investigadora Sonya Cross de "The Bridge" (ainda falarei sobre essa boa série também em breve). Assim como a outra detetive essa também tem problemas emocionais, não consegue firmar relacionamentos sérios e duradouros e resolve o problema da falta de uma vida sexual de forma bem pragmática! Só vendo para crer. Ainda é cedo para dizer se "Those Who Kill" terá vida longa  ou se vai sobreviver dentro do competitivo mercado televisivo americano, o que posso antecipar é que pelo menos por enquanto os episódios estão bem interessantes. /  Those Who Kill 1.03 -  Rocking the Boa (EUA, 2014) Direção: Phil Abraham / Roteiro: Glen Morgan, Elsebeth Egholm / Elenco: Chloë Sevigny, James D'Arcy, James Morrison

Those Who Kill 1.06 - Always After
Cada dia vai ficando melhor. Como se sabe a personagem principal é a policial Catherine Jensen (Chloë Sevigny). Ela carrega muitos traumas da infância porque foi abusada por seu próprio pai. Assim quando surge um novo caso envolvendo um histórico semelhante, ela fica fora de si. Uma família é encontrada morta e todas as pistas levam a crer que foram assassinados pelo próprio pai, um sujeito também abusivo e insano. Conforme as investigações vão ocorrendo algo novo surge no ar, provando que Catherine precisa cada vez mais tentar separar sua vida profissional da pessoal. Essa última aliás é um desastre completo, já que ela não consegue manter um relacionamento sólido com nenhum homem, se dando no máximo a oportunidade de uma transa casual, quando lhe convém, mas sempre sem envolvimento nenhum, tudo realizado com uma carga enorme de distância emocional. Chamo atenção para o trabalho da atriz Chloë Sevigny. Ela tem aquele tipo de rosto bem marcante, que usa para expressar toda o conflito interno de sua alma. Uma série que se continuar sendo tão bem trabalhada como tem mostrado os últimos episódios poderá certamente surpreender e muito ao público. / Those Who Kill - Always After (EUA, 2014) Direção: Stefan Schwartz / Roteiro: Glen Morgan, Elsebeth Egholm / Elenco: Chloë Sevigny, James D'Arcy, James Morrison.

Those Who Kill 1.07 - A Safe Place
Esse episódio foi um dos melhores que assisti da série até hoje! Para quem ainda não conhece "Those Who Kill" é um drama policial centrado na figura da detetive Catherine Jensen (Chloë Sevigny) do Departamento de Polícia de  Pittsburgh, na Pennsylvania. Ela tem um passado terrível para lidar porque seu padrasto era abusivo em relação a ela durante sua infância. Juiz rico e poderoso, se escondia atrás de seu status para que ninguém ficasse sabendo da verdade, pois era na realidade um pedófilo contumaz. Para piorar ainda mais o quadro, tudo indica que ele foi o responsável pela morte de seu jovem irmão, quando era apenas um garoto. Enquanto não consegue juntar todas as provas para condená-lo, ela segue seu trabalho como investigadora. Agora tem um crime assustador para resolver. No episódio anterior toda uma família foi encontrada assassinada. Inicialmente pensou-se que o pai teria sido o responsável, porém pistas levaram a outro caminho. Na cena do crime foram encontrados traços de Alumina, um componente bastante usado em reformas de casas. Na residência ao lado estava havendo uma reforma, o que faz com que Jensen passe a investigar os trabalhadores daquela obra. Uma decisão bastante acertada. Em pouco tempo ela chega na pessoa de Rodney Bosch (Rodney Rowland), um sujeito com graves problemas mentais. Ele inclusive foi demitido por estar "espionando" a esposa do dono da casa que estava sendo reformada. Maior suspeito certamente não haveria de existir. Seguindo as pistas Jensen descobre mais: ele teria sido responsável pela falência da empresa de construção civil que herdara do pai. Depois disso, em um surto psicótico acabou matando sua própria família. Não precisa ser muito perspicaz para entender que o sujeito era mesmo forte candidato a ser o assassino. O clímax desse episódio é excelente, com Jensen tentando salvar a vida de uma outra família que cai nas garras do psicopata. Enquanto ela tenta entrar em sua mente um atirador de elite se posiciona do lado de fora da casa! Suspense e tensão em doses exatas. Então é isso, "Those Who Kill" tem se revelado cada vez mais como uma ótima pedida para que gosta de séries policiais mais dramáticas, que explorem psicologicamente melhor seus personagens, trazendo com isso mais conteúdo nos roteiros. / Those Who Kill 1.07 - A Safe Place (EUA, 2014) Direção: Sam Miller / Roteiro: Glen Morgan, Elsebeth Egholm / Elenco: Chloë Sevigny, James D'Arcy, James Morrison, Bruce Davison.

Those Who Kill 1.08 - Insomnia
Uma nova droga está nas ruas. Uma variação agressiva do Ecstasy. Após um jovem literalmente pular pela janela de um prédio durante uma rave, logo após ingerir algumas doses dessa substância, a detetive Catherine Jensen (Chloë Sevigny) é designada para resolver o caso. Não vai ser fácil, até porque sua própria vida pessoal está completamente caótica. Jensen não consegue manter um relacionamento sério e duradouro com os homens em geral (fruto do fato de ter sofrido e presenciado abusos sexuais cometidos por seu padrasto pedófilo  contra seu irmão mais jovem durante sua conturbada infância). Traumas desse tipo são levados para o resto da vida. Para piorar Jensen resolve confrontar sua mãe sobre tudo o que aconteceu no passado, mas antes dessa conversa acontecer ela acaba sofrendo um AVC. Some-se a isso o fato de um serial killer insano e torturador estar à solta e você entenderá porque "Those Who Kill" pode ser considerada uma das melhores séries policiais da atualidade. O mundo cão nunca teve tintas tão ousadas. / Those Who Kill 1.08 - Insomnia (EUA, 2014) Direção: John David Coles / Roteiro: Glen Morgan, Elsebeth Egholm / Elenco: Chloë Sevigny, James D'Arcy, James Morrison.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Guia de Episódios - True Detective - Segunda Temporada

True Detective 2.01 - The Western Book of the Dead
Primeiro episódio da segunda temporada da premiada série "True Detective". Saem todos os personagens da temporada anterior e surgem novos, tentando se manter a mesma estrutura narrativa e de roteiro. Se na primeira temporada tínhamos basicamente dois personagens centrais, aqui temos um mosaico maior de protagonistas. Logo nesse episódio podemos notar muito bem isso. Há um velho detetive cansado, com problemas de bebida, chamado Ray Velcoro (Colin Farrell). Ele quer ser um pai melhor, porém tudo o que consegue é espancar o pai de um garotinho que está fazendo bullying com seu filho na escola. A detetive Ani Bezzerides (Rachel McAdams) tem uma irmã vivendo de pornografia e um pai que se apresenta como uma espécie de guru da nova era. Ela parece ser a única pessoa normal de sua família (porém, não muito!). Paul Woodrugh (Taylor Kitsch, o Tim Riggins de "Friday Night Lights") é um patrulheiro rodoviário com problemas na corregedoria após parar uma celebridade numa rodovia de Los Angeles. Ela alega que ele a assediou sexualmente. Por fim Frank Semyon (Vince Vaughn) é um gerente de cassinos que frequenta as altas esferas de poder, sempre com o olho em faturar bastante com corrupção envolvendo grandes obras públicas. Basicamente são esses os quatro personagens pilares da nova temporada. Todos parecem estar unidos por uma morte, um sujeito que é encontrado morto numa estrada. Já deu para perceber que os roteiristas vão investir em cultos macabros, tal como aconteceu na temporada anterior (uma imagem de Santa Muerte parece sugerir isso). Ainda é cedo para julgar, mas certamente promete. Vamos acompanhar. / True Detective 2.01 - The Western Book of the Dead (EUA, 2015) Direção: Justin Lin / Roteiro: Nic Pizzolatto / Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch, Vince Vaughn.

True Detective 2.02 - Night Finds You
A primeira temporada de "True Detective" foi realmente ótima! Já essa aqui... bem, está se revelando apenas ok, quase decepcionante. Em minha opinião o roteiro já não é tão bom, com subtramas desinteressantes (talvez porque nós, brasileiros, já estarmos um pouco fartos de ler e ver sobre corrupção nos jornais todos os dias). Os policiais também não chegam nem perto de ser tão bem escritos como os da primeira temporada. O detetive Ray Velcoro (Colin Farrell) tem problemas familiares, com a ex-esposa, mas isso é algo até bem comum nos dias de hoje. Passa longe de ser interessante por isso. Ele não tem a complexidade psicológica do detetive Rust Cohle (Matthew McConaughey) da temporada anterior. Aliás por falar em Matthew McConaughey ele é agora o produtor executivo da série. Deveria ter tido mais cuidado em termos de roteiristas, pois esse novo time é fraco. Já a detetive Ani Bezzerides (Rachel McAdams) é fruto da criação de um daqueles bichos grilos que eram bem comuns na Califórnia durante a década de 60. Seu pai, um líder religioso de um grupo da nova era, que nunca foi o que poderíamos dizer um sujeito equilibrado. Assim sobrou essa pesada herança psicológica para a filha, sempre com problemas de relacionamento com os outros, inclusive fazendo com que ela adote um comportamento masculinizado e durão. Bom para a atriz Rachel McAdams desenvolver seus dotes dramáticos. Spoiler: o que mais choca nesse episódio é a cena final. Ao entrar numa casa para investigar a morte de um homem que foi encontrado morto com sinais de tortura, o detetive Ray é encurralado e cai ao chão, baleado! Mal começou a temporada e o personagem de Colin Farrell já bateu as botas? Pode isso, produção? Veremos no próximo episódio. / True Detective 2.02 - Night Finds You (EUA, 2015) Direção: Justin Lin / Roteiro: Nic Pizzolatto / Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch, Vince Vaughn.

True Detective 2.07 - Black Maps and Motel Rooms
Esse episódio é vital para quem acompanhou a segunda temporada pois a trama em grande parte é finalmente revelada. No episódio anterior a detetive Ani Bezzerides (McAdams) participou de uma festa disfarçada de prostituta. Ao tomar uma droga durante a noite acabou ficando completamente grogue. Agora ela se encontra em um quarto de motel barato ao lado de Velcoro (Farrell). Conversa vai e conversa vem e ambos acabam na cama. A tensão sexual que existia entre eles finalmente é resolvida debaixo dos lençóis. Na outra linha narrativa Frank (Vaughn) finalmente descobre toda a armação que foi tecida ao seu redor. Seu cassino, fruto de um esforço de décadas acaba indo parar nas mãos da máfia russa. Como ele nunca foi um homem de deixar as coisas baratas resolve jogar tudo literalmente para os ares. Abre os tubos de gás do restaurante e toca fogo em tudo. Política de terra arrasada. Por fim nesse episódio temos o fim trágico do policial Paul Woodrugh (Kitsch). Ele vinha sendo chantageado por algumas fotos gays que não queria que vazassem. Ao se encontrar com o seu chantageador as coisas acabaram saindo do controle e ele é covardemente alvejado pelas costas. Fim. Pois é, essa segunda temporada da série não pode ser comparada com a primeira - que foi excelente - mas isso não significa que não tenha seus méritos. Esse foi o penúltimo episódio, em breve iremos conferir o desfecho da série. / Black Maps and Motel Rooms (EUA, 2015) Direção: Daniel Attias / Roteiro: Nic Pizzolatto / Elenco: Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch. Vince Vaughn.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Blue Bloods

Blue Bloods 3.01 - Family Business
Mesmo com atrasos recomeço a acompanhar hoje a série "Blue Bloods". Nos Estados Unidos ela é exibida em horário nobre, na TV aberta, no canal CBS. Isso faz com que o seriado siga uma linha mais quadrada, sem grandes ousadias, mas mesmo assim se trata de um bom programa policial. As temporadas também são bem longas, com em média 20 episódios cada uma. O foco é centrado na família Reagan, onde praticamente todos os membros são tiras, desde o avô, passando pelo pai que agora é comissário de polícia de Nova Iorque (em ótima interpretação do ator Tom Selleck), até os filhos onde se destacam o detetive Danny Reagan (Donnie Wahlberg) e o policial Jamie Reagan (Will Estes) que largou a faculdade de direito para ser um guarda de rua. Nesse episódio há duas linhas narrativas. Na primeira Danny começa a ser ameaçado por um criminoso que foi preso por ele no passado. De volta às ruas, John Benjamin (interpretado por Michael Madsen, um ótimo ator), quer vingança por ter passado longos anos atrás das grades. Também culpa Danny pela morte de sua esposa e seu filho pequeno. Um acerto de contas que não terminará bem. Na outra linha temos a morte de um jovem negro por engano por um policial de Nova Iorque. Isso acaba despertando mais uma vez o sentimento de que os negros são alvos preferenciais dos policiais, fruto de uma mentalidade racista ao extremo. Diante da repercussão negativa do caso o comissário Frank Reagan (Tom Selleck) decide ir a público para um pedido de desculpas formal, porém isso acaba desagradando seus próprios comandados. Curiosamente recentemente tivemos um caso semelhante, quando um policial branco matou um jovem negro nos Estados Unidos, causando uma onda de protestos por todo o país. Esse episódio acabou, sem querer, enfocando uma estória bem semelhante, o que aumentou o interesse do espectador em assisti-lo. / Blue Bloods 3.01 - Family Business (EUA, 2012) Direção: Alex Chapple / Roteiro: Robin Green, Mitchell Burgess / Elenco: Tom Selleck, Donnie Wahlberg, Bridget Moynahan, Will Estes, Michael Madsen.

Blue Bloods 3.02 - Domestic Disturbance
Uma jovem garota é agredida violentamente por seu namorado. Esse seria um típico caso de violência doméstica se ela não demonstrasse muito receio de entregar o agressor para a polícia. Inicialmente ela tira o corpo fora e diz para Danny Reagan (Donnie Wahlberg) que tudo não passou de um mal entendido, que ela na verdade não foi agredida, mas que caiu das escadas. Infelizmente um tipo de comportamento muito comum em mulheres que são espancadas por seus companheiros, sejam eles namorados ou maridos. Danny não se convence da lorota e resolve investigar por fora. Afinal ele é um detetive suficientemente experiente para entender no que isso geralmente acaba - na maioria das vezes em mais agressões, cada vez mais violentas com o tempo. Durante as investigações vem a surpresa maior, o namorada que agride a garota é nada mais, nada menos, do que um vereador influente da cidade de Nova Iorque. Para piorar é um aliado de seu pai, o comissário Frank Reagan (Tom Selleck). E agora, com esse conflito de interesses como ele deverá agir? Bom, se você conhece os personagens honestos e íntegros da família Reagan, saberá muito bem de antemão que Danny irá até o fim, doa a quem doer. Estou retomando Blue Bloods depois de passar meses sem assistir. Estou meio defasado, mas sigo em frente. Embora a série seja quadradinha, bem mainstream, certos aspectos valem a pena, como a presença sempre interessante de Tom Selleck, o eterno Magnum. / Blue Bloods 3.02 - Domestic Disturbance (EUA, 2012) Direção: Michael Pressman / Roteiro: Robin Green, Mitchell Burgess / Elenco: Donnie Wahlberg, Bridget Moynahan, Will Estes.

Blue Bloods 3.03 - Old Wounds
Recentemente descobriu-se que o ator Tom Selleck andou roubando água de um hidrante público nas proximidades de sua casa na Califórnia. O estado americano passa por um sério problema de falta de água, justamente nos moldes do que vem ocorrendo em São Paulo e no nordeste brasileiro. Assim enquanto nas telas ele interpreta um íntegro comissário de polícia nessa série "Blue Bloods", na vida real ele dá uma de espertinho, tentando passar a perna no governo californiano, que aliás já avisou que irá processá-lo. Um caso que demonstra muito bem que nem sempre a vida imita a arte. Pois bem, como já tive a oportunidade de escrever "Blue Bloods" é a típica série americana policial de TV aberta. O que exatamente significa isso? Significa que tudo é bem quadradinho, mainstream e tudo mais. Os roteiros não são ousados e nem trazem grandes surpresas. No enredo desse terceiro episódio os policiais de Nova Iorque precisam realizar a segurança de um odiado ditador do terceiro mundo que chega à cidade, para fazer parte de um congresso na ONU. O problema é que o tal figurão é visado e muito provavelmente sofrerá um atentado à sua vida. Danny Reagan (Donnie Wahlberg) é enviado para a missão, algo que ele não deseja, não apenas porque o sujeito é desprezível, um corrupto (alguém ai lembrou dos nossos políticos?), mas também porque ele estaria mais empenhado em descobrir a identidade do assassino de uma noiva que foi morta no dia de seu próprio casamento, algo que naturalmente abala bastante o policial. No meio de tudo parece haver um acerto de contas entre gangues rivais da região. / Blue Bloods 3.03 - Old Wounds (EUA, 2012) Direção: John Polson / Roteiro: Robin Green, Mitchell Burgess / Elenco: Donnie Wahlberg, Tom Selleck, Bridget Moynahan, Will Estes.

Blue Bloods 3.05 - Risk and Reward
Quando um condecorado policial de Nova Iorque é sequestrado e torturado por traficantes da distante Malásia, cria-se uma situação delicada para o departamento de polícia da cidade. Eles querem negociar, mas como é praxe dentro do sistema legal norte-americano a negociação com criminosos é vedada e proibida por lei. O comissário Frank Reagan (Tom Selleck) por outro lado tem uma visão menos radical e mais pragmática da questão, pois ele entende que uma pequena margem de negociação seria bem-vinda, mesmo que não fosse tão ética quanto se suponha ser o ordenamento penal. Assim enquanto tenta ganhar tempo para salvar o membro de sua corporação da morte ele resolve determinar ao seu próprio filho, o detetive Danny Reagan (Donnie Wahlberg), a missão de localizar e estourar o cativeiro onde o policial se encontra. Enquanto isso Jamie Reagan (Will Estes) também tenta mostrar seu valor. Desde que largou a faculdade de direito para se tornar um policial das ruas ele segue sendo contestado por seu pai, seu avô e seus irmãos. De repente eis que surge uma boa oportunidade para provar de uma vez por todas que ele tem a vocação para ser um bom policial de Nova Iorque. Conseguirá atingir seu objetivo? / Blue Bloods 3.05 - Risk and Reward (EUA, 2013) Direção: Ralph Hemecker / Roteiro: Robin Green, Mitchell Burgess / Elenco: Tom Selleck, Donnie Wahlberg, Bridget Moynahan, Will Estes.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.