segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Chicago PD Distrito 21 - Segunda Temporada

Chicago PD 2.02 - Get My Cigarettes
Vários estelionatários do mesmo bairro onde cresceu Hank Voight (Jason Beghe) estão sendo assassinados. Durante as investigações os policiais descobrem que a autoria de todas as mortes parecem pertencer a uma só pessoa, que deixa sua marca registrada em cada morte, colocando uma nota de um dólar sobre os corpos. Uma das vítimas inclusive foi amigo de infância de Voight que por essa razão resolve se empenhar ainda mais em descobrir o verdadeiro assassino. O problema é que ao ter que voltar para seu bairro de origem, Voight também precisará desenterrar velhos fantasmas de seu passado. Depois de circular pelos becos da região ele acaba descobrindo que o trio que foi encontrado morto estava extorquindo uma família de boas pessoas que mora nas redondezas. Acontece que o filho mais velho do casal era um estudante da academia militar, um jovem que apesar de pouca idade não deixaria seus pais passar por aquele verdadeiro terror sem tentar ao menos impor lei e ordem por suas próprias mãos. Enquanto isso o tenente Jay Halstead (Jesse Lee Soffer) descobre da pior maneira possível os perigos de se viver com a cabeça colocada à prêmio pela criminalidade de Chicago. Após matar um importante criminoso da cidade ele acaba virando alvo de gangues, todas querendo colocar as mãos no prêmio dado a quem acertar contas com ele. Salve-se quem puder! / Chicago PD 2.02 - Get My Cigarettes (EUA, 2014) Direção: Arthur W. Forney / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush, Jesse Lee Soffer.

Chicago PD 2.03 - The Weigh Station
Como mera informação é bom saber que a série finalmente ganhou seu título nacional e se chamará na TV aberta brasileira "Chicago P.D. Distrito 21". Eu particularmente achei horrível, mas enfim, nossas distribuidoras nunca tiveram mesmo um grande talento para esse tipo de coisa. Deveria ter se mantido apenas o nome original mesmo. Nesse episódio Hank Voight (na ótima interpretação do ator Jason Beghe) precisa neutralizar uma ameaça contra seu grupo, sua equipe. Há um assassino profissional nas ruas, um sujeito muito eficiente que acaba sendo contratado para liquidar o policial que matou o irmão de um dos chefões do crime organizado de Chicago. Todos porém sabem que Voight é durão o suficiente para chamar a responsabilidade para si, enfrentando os criminosos de frente pelas ruas mais empobrecidas e abandonadas da grande cidade. Nesse episódio os roteiristas priorizaram a ação, mas sem esquecer de também desenvolver um pouco mais os personagens do grupo de Voight, com especial dedicação em cima da oficial Erin Lindsay (Sophia Bush). Ela tem um passado problemático, uma mãe de que definitivamente não gosta e um casamento familiar que precisará ir, mesmo tendo todas as razões do mundo para não dar as caras por lá. Então é isso, o que temos aqui é uma série policial até convencional, bem nos padrões do mainstream mais comercial da TV americana, mas que acaba se destacando por causa dos personagens carismáticos, em especial Voight, que é uma das grandes razões de se continuar a acompanhar "Distrito 21"... ou melhor dizendo "Chicago PD". / Chicago PD 2.03 - The Weigh Station (EUA, 2014) Direção: Nick Gomez / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.05 - An Honest Woman
Hank Voight (Jason Beghe) descobre para sua surpresa que será avô! De repente o antes durão tira começa até mesmo a ter gestos carinhosos com sua futura nora, a mãe de seu neto. Ela está grávida e Hank se oferece para lhe ajudar em tudo o que for necessário. Para sua completa surpresa ele acaba também se tornando vítima de um roubo em sua própria casa. Dois caras mascarados conseguem entrar em sua residência e rendem Voight e sua nora. Após ameaçar matar a garota por sufocamento com um saco plástico, Voight finalmente abre o jogo mostrando para os criminosos onde se encontra o cofre que está com todo o seu dinheiro - uma quantia inclusive de origem duvidosa por causa de certas "negociações" que Hank faz pelas ruas de Chicago com criminosos e membros de gangues. Os bandidos conseguem a grana, mas são surpreendidos pela chegada da polícia. Agora libertado, Hank está furioso e promete se vingar - algo que custará caro para os malandros. A cena final se passa no porto de boats de Chicago, uma ótima sequência com muita tensão e ação. No fundo Hank nem estava tão preocupado em recuperar o dinheiro, mas sim em ter de volta o anel de sua esposa que ele pretendia dar de presente para seu filho pedir a mão da garota que está grávida dele. Quem poderia dizer que Voight tinha tantos sentimentos assim, não é mesmo? / Chicago PD 2.05 - An Honest Woman (EUA, 2014) Direção: Mark Tinker / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.07 - They'll Have to Go Through Me
O tema desse episódio é a pedofilia. Um infame pedófilo é morto numa cama de hospital e tudo leva a crer que se trata de um crime para encobrir os rastros de outros envolvidos, uma queima de arquivo típica. Durante as investigações o detetive Hank Voight (Jason Beghe) acaba descobrindo que todos estão na verdade apenas diante da ponta do iceberg, pois há algo muito maior, uma verdadeira rede de pedofilia envolvendo pessoas influentes e importantes na sociedade da cidade, contando inclusive com o envolvimento do próprio diretor do conselho tutelar de Chicago - um verdadeiro absurdo! Para descobrir mais envolvidos a investigação acaba contando também com a preciosa colaboração do irmão da detetive Erin Lindsay (Sophia Bush), um rapaz homossexual que teria se tornado vítima desse grupo pedófilo no passado. Será no final das contas ele que identificará os principais envolvidos nesse crime hediondo, apesar dos inúmeros traumas que envolvem recordar algo assim tão doloroso. A série Chicago PD vai seguindo em frente cada vez melhor, só falta um pouco mais de coragem de seus roteiristas ao encararem uma linguagem mais ousada e menos convencional. Potencial certamente existe. / Chicago PD 2.07 - They'll Have to Go Through Me (EUA, 2014) Direção: Sanford Bookstaver / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.08 - Assignment of the Year
Não são apenas os policiais brasileiros que precisam fazer bicos para reforçar o ganho mensal. Nos Estados Unidos isso também é bem comum, embora seja, tanto lá como aqui, algo ilegal. Para Antonio Dawson (Jon Seda) a situação é bem pior porque afinal de contas ele está enfrentando um divórcio custoso e caro. Assim ele acaba pegando um bico como segurança de um empresário figurão que o contrata para cuidar da sua esposa. O problema é que o tal sujeito não é bem um homem de negócios, mas sim um traficante de diamantes, o que torna o serviço ainda mais perigoso. Durante uma parada em um posto de gasolina ele acaba sendo morto em uma emboscada, o que complica tudo, não apenas em relação ao crime em si, mas o próprio departamento de polícia por haver um policial trabalhando ilegalmente para um criminoso. Hank Voight (Jason Beghe) então entra em campo para evitar perder um dos melhores membros de sua equipe. Quem o conhece sabe muito bem que ele definitivamente não deixará barato. / Chicago PD 2.08 - Assignment of the Year (EUA, 2014) Direção: Nick Gomez / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco:  Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.09 - Called in Dead
Ultimamente tenho curtido muito mais acompanhar "Chicago PD" do que "Chicago Fire" sendo que uma nasceu da outra. Pelo visto a criatura anda superando a criadora, mas enfim... Nesse episódio o grupo comandado por Hank Voight (Jason Beghe) participa de uma operação ousada. Eles se disfarçam de criminosos, entram em um laboratório de refinamento de cocaína e roubam toda a carga! O objetivo é causar uma verdadeira guerra dentro do mundo do crime, usando do velho lema que diz: "Dividir para conquistar". Uma vez que as gangues de traficantes entrem em guerra, acabarão ficando fragilizadas com o conflito e o acerto de contas, facilitando assim o serviço para colocar todos os seus membros atrás das grades. Um serviço de inteligência do departamento de Chicago visando fragilizar os principais grupos criminosos da cidade. No pano de fundo narrativo temos também a complicada decisão que precisa tomar a agente Erin Lindsay (Sophia Bush). Ela é convidada para fazer parte do DEA (Drug Enforcement Administration), a agência federal do governo americano que combate o tráfico internacional de drogas. Ela aceitará o convite, deixando os antigos companheiros de lado? Para Voight essa é uma decisão bem pessoal e seja qual for o caminho escolhido por ela, terá o seu total apoio. / Chicago PD 2.09 - Called in Dead (EUA, 2014) Direção: Alik Sakharov / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.10 - Shouldn't Have Been Alone
Hank Voight (Jason Beghe) e sua equipe precisam enfrentar um tipo incomum de criminoso, um sujeito especialista em armadilhas. Dentro de casas e apartamentos em Chicago ele arma verdadeiras arapucas mortais, com pistolas e artefatos explosivos espalhados por todos os lugares. A menor distração pode ser o fim para qualquer policial que resolva entrar nesses lugares. As investigações logo apontam para um jovem, um ex-estudante universitário com muitos problemas emocionais. Com histórico familiar caótico, órfão desde a infância, ele encontra na figura de um professor da universidade tudo aquilo que esperava. O mestre se torna assim seu mentor e principal figura paterna. O problema é que com pessoas obcecadas o menor deslize, um pequeno passo em falso, pode desencadear uma reação fora do normal, desproporcional e violenta. É justamente o que ocorre aqui. Sentindo que o professor não corresponde às suas expectativas o rapaz começa a se vingar dele e todos os que lhe são próximos, armando essas emboscadas mortais pela cidade. Caberá a Voight e a aos membros de seu time encontrar e prender o perturbado estudante. A série "Chicago PD" se mantém interessante por causa do personagem do policial Voight. Ele surgiu em Chicago Fire como um tira corrupto que ameaçava um dos bombeiros e acabou chamando tanta atenção que ganhou sua própria série, que curiosamente vem tendo mais audiência do que o seriado de onde proveio. Prova que ainda não se esgotou o velho filão de séries policiais americanas, mesmo quando elas nem são tão inovadoras como era de se esperar. / Chicago PD 2.10 - Shouldn't Have Been Alone (EUA, 2015) Direção: Fred Berner / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.12 - Disco Bob
Já que estamos falando de séries policiais... "Chicago PD" é bem mais mainstream. Mesmo assim vale a pena acompanhar. É uma daquelas séries policiais que são exibidas na TV aberta dos Estados Unidos. Na verdade é um Spin-off de "Chicago Fire" que deu certo e se tornou ainda mais interessante do que a série que lhe deu origem. Os episódios acompanham casos envolvendo o departamento de inteligência da polícia de Chicago. Liderando o grupo temos Hank Voight (Jason Beghe), um tira ao mesmo tempo competente, mas também de um passado sujo, um "Dirty Cop", como os americanos gostam de chamar. Voight é durão, da velha escola, e não está muito preocupado em seguir as regras. Nesse episódio uma família inteira é encontrada morta em sua casa. Apenas o pai e o filho caçula não são encontrados na cena do crime o que leva imediatamente Voight a suspeitar do tal sujeito. Para piorar ninguém consegue encontrá-lo. Provavelmente ele matou a todos por causa do seguro de vida milionário e depois desapareceu com a criança. Um assassinato coletivo seguido de sequestro. As coisas porém não parecem ser tão óbvias. Como se trata de um protocolo de investigação a polícia começa a ouvir todos os possíveis envolvidos, desde vizinhos, familiares e até o namorado adolescente de uma das garotas que foram mortas e aí surge definitivamente uma pista essencial para a solução do crime. Além dessa intensa investigação nesse episódio temos a volta de Erin Lindsay para a equipe. Ela tinha deixado o grupo para se juntar a uma divisão especializada de elite. Uma vez lá porém ela se decepcionou completamente com o que encontrou: muita politicagem e até mesmo assédio moral e sexual por parte de seus superiores. Vendo que aquilo não era nada do que pensava resolve pedir a Voight sua reintegração ao seu velho departamento. Essa atriz Sophia Bush que interpreta Erin é bem talentosa, além de ser uma gatinha. Aquele tipo de mulher que consegue unir sensualidade com um jeito mais durão de ser, algo que acaba se tornando bem sensual para certos homens. Os roteiristas, que não são bobos nem nada, perceberam isso e já colocaram um romance no meio do caminho de sua personagem com o detetive Jay Halstead (interpretado pelo ator Jesse Lee Soffer, que mais parece um modelo do que um policial de verdade!). Pois é, vale tudo pela audiência, meus caros. / Chicago PD 2.12 - Disco Bob (EUA, 2015) Direção: Holly Dale / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas/ Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush, Jesse Lee Soffer.

Chicago PD 2.14 - Erin's Mom
Essa série policial é aquele tipo de enlatado americano que diverte bastante, por essa razão estou sempre vendo novos episódios. O grande atrativo vem do personagem interpretado por Jason Beghe, o veterano policial Hank Voight. Ele foge daquele modelo de policial bonzinho que já está saturado em séries. Hank não se importa em ultrapassar certos limites legais para chegar em um objetivo que ele entenda justo. Aqui, como bem entrega o nome do episódio, as atenções se voltam para a mãe da policial Erin Lindsay (Sophia Bush). Apesar da idade ela continua com seu estilo 171 de ser. Ela parece sempre estar envolvida em picaretagens. Trabalhando em uma empresa de transporte resolve procurar a filha para denunciar um esquema de recolhimento de dinheiro roubado. Os próprios caminhões da empresa estariam sendo usados para esse fim. As investigações acabam levando a dois irmãos, com extensa ficha policial. Hank consegue colocar as mãos em um deles, mas o outro consegue escapar. Após a morte de toda uma família sequestrada pelo criminoso (eles são jogados em um lago congelado da cidade) Hank toma para si a responsabilidade de acabar com a raça do marginal, o que acabará gerando inúmeros problemas adicionais para ele e sua equipe. O mais curioso desse episódio é que os roteiristas resolveram sugerir um laço de parentesco entre Hank e Erin (ele seria seu pai na verdade). Isso fica mais ou menos claro quando Hank encontra a mãe de Erin para dizer que ela se afaste da filha. O mais curioso é que pela atitude demonstrada por Erin ela provavelmente já saberia de tudo! Que coisa... / Chicago PD 2.14 - Erin's Mom (EUA, 2015) Direção: Mark Tinker / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco:  Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.15 - What Do You Do
Um episódio diferente, todo centrado nos policiais Roman e Burgess, que passam longe de serem protagonistas da série. Tudo começa quando Burgess (Marina Squerciati) avista um sujeito armado entrando dentro de um depósito bem em frente ao local onde ela deu uma parada para o lanche com seu parceiro Sean Roman (Brian Geraghty). O que parece ser apenas uma vistoria de rotina acaba se transformando no inferno na terra quando ela é rendida por um criminoso armado e levado para dentro do armazém junto a seu parceiro. Como reféns eles precisam sobreviver, porém isso passa longe de ser algo fácil já que Roman tenta reagir e acaba baleado. Os criminosos são jovens negros inexperientes no mundo do crime o que torna tudo ainda mais complicado. O episódio inteiro se baseia nessa disputa psicológica entre policiais e criminosos, a maioria deles membros de gangs envolvidos em um negócio da pesada envolvendo contrabando de mercadorias e tráfico de drogas. Eu particularmente gostei bastante desse episódio porque afinal de contas ele desenvolveu muito bem toda a tensão e a violência envolvidas nesse tipo de situação limite. Dessa vez os roteiristas resolveram centrar a atenção mais na dupla de tiras do que na equipe de Hank Voight (Jason Beghe), algo que acertaram em cheio já que é sempre bom mudar um pouco as coisas, fugindo do lugar comum, do arroz com feijão. Excelente episódio, imperdível. / Chicago PD 2.15 - What Do You Do (EUA, 2015) Direção:  Nick Gomez / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Marina Squerciati, Brian Geraghty, Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.16 - What Puts You on That Ledge
Mais um bom episódio dessa série policial que nasceu como spin off de "Chicago Fire" e hoje se destaca em audiência e boas críticas na TV americana. Nesse roteiro o policial Antonio Dawson (Jon Seda) é enviado como infiltrado do departamento em um grupo de traficantes de drogas. Ele precisa descobrir o que eles estariam tramando. Acaba descobrindo que a quadrilha pretende roubar um grande carregamento de Oxy, usado para fabricar a droga de mesmo nome, muito popular entre jovens americanos (o país se notabiliza por ser o maior consumidor de drogas do mundo). Já Hank Voight (Jason Beghe) começa a ficar irritado ao perceber que dois subordinados de sua equipe estão apaixonados. Isso é bem pessoal já que tudo leva a crer que Voight seria o pai desconhecido de Erin Lindsay (Sophia Bush), justamente a policial que estaria caindo de amores pelo colega do departamento! Por fim, na última linha narrativa, a jovem tira Kim Burgess (Marina Squerciati) e seu parceiro são chamados para resolver um atrito que parece banal, onde um sujeito que se apossou do apartamento de um casal, se recusando a sair de lá de todas as maneiras. Só depois irá se descobrir que ele realmente tem um sinistro segredo para esconder. Literalmente um esqueleto no armário (ou quase isso). / Chicago PD - 2.16 - What Puts You on That Ledge (EUA, 2014) Direção: Fred Berner / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.17 - Say Her Real Name
O tema desse episódio é sobre o radicalismo político. Nos Estados Unidos esses tipos de grupos radicais são bem comuns, sejam eles formados por ecologistas xiitas, radicais de direita ou terroristas de esquerda. Para entender as entranhas desse tipo de movimento radical o policial Hank Voight (Jason Beghe) e seus subordinados se infiltram dentro dessas organizações clandestinas. A situação fica ainda mais sensível após a divulgação de que um importante encontro de políticos internacionais será sediado justamente em Chicago. Prato cheio para essa gente, sempre disposta a implantar algum evento de impacto na mídia. Depois que uma jovem é jogada do alto de um prédio todos pensam estar diante de um suicídio comum, porém um dos agentes de Voight a reconhece, pois ela seria membro de um dos grupos investigados. Após algumas investigações a polícia de Chicago passa a entender que ela na verdade teria sido jogada do alto do edifício por um diplomata argentino. Voight obviamente pensa que há algo mais por trás de tudo (e realmente há!). Bom episódio que tenta explorar o radicalismo que sempre atrai muitos jovens, até mesmo dentro dos Estados Unidos. Não há como esconder que os jovens em geral são radicais por natureza e quando encontram alguma causa interessante pela frente unem essa característica pessoal, própria da idade, com atos impensados e imprudentes. Daí se forma a tempestade perfeita, com sérias consequências para toda a sociedade. / Chicago PD 2.17 - Say Her Real Name (EUA, 2014) Direção: Nick Gomez / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.18 - Get Back to Even
Aos poucos estou chegando ao fim da segunda temporada de Chicago PD (chamada no Brasil de Distrito 21). Pois bem, esse episódio começa quando um caminhão perde o controle e vira numa via expressa de Chicago. Poderia ser um acidente comum, porém dentro da carga com supostas latas de molho de tomate se encontra um grande contrabando de heroína (uma das drogas mais caras e populares dos Estados Unidos). Como se isso não fosse o bastante duas pessoas foram executadas logo após o tombamento do veículo. Um jovem negro chamado Charlie parece ter todas as respostas sobre quem seria o chefe daquela operação e quem teria cometido os assassinatos. O problema é que esse rapaz é um protegido do detetive Hank Voight (Jason Beghe). Ele é sobrinho de uma antiga informante de Voight e esse parece ter tido ao longo dos anos um cuidado especial com ele, para que não entrasse no mundo crime. Pelo visto uma batalha perdida. O roteiro desse episódio tenta desenvolver um lado mais humano de Voight, personagem que se notabilizou na série por ser casca grossa e durão. Pelo visto ele também tem uma notável preocupação social com os jovens do gueto, os mais propensos a entrarem de cara com o submundo das drogas e dos assaltos. Uma triste realidade das grandes cidades, infestadas de gangues. / Chicago PD 2.18 - Get Back to Even (EUA, 2015) Direção: Jann Turner / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas/ Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.19 - The Three Gs
Várias garotas chinesas são encontradas mortas em um velho armazém abandonado. Elas estavam acorrentadas e muito provavelmente foram vítimas de tráfico humano, um crime que tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. O principal suspeito é um imigrante chinês, líder de quadrilha, chamado Dennis Lee. Há muito tempo que a polícia de Chicago tem procurado colocar as mãos em Lee, mas ele sempre consegue desaparecer entre as sombras. O crime bárbaro porém convence Hank Voight (Jason Beghe) que não há mais como ele continuar solto, andando pelas ruas da cidade. Assim uma grande operação é formada justamente para que sua captura finalmente vire uma realidade. Na outra linha narrativa o policial Sean Roman (Brian Geraghty) fica desesperado quando uma garotinha é baleada durante uma troca de tiros entre bandidos e policiais. Ele tenta levar a menina para a viatura, mas é impedido por outros policiais pois isso seria proibido pelo regimento da corporação. O correto seria esperar pela chegada dos paramédicos. O impasse acaba terminando em briga e Sean termina tendo que enfrentar um inquérito na corregedoria. Afinal, quem teria razão nessa situação? Mais um bom episódio de Chicago PD, dessa vez explorando o terrível crime de tráfico de pessoas que só tem aumentado em decorrência de guerras (o caso dos refugiados da Síria é um exemplo) e miséria. Como sempre o alvo acaba sendo aquela parte da população mais desesperada por um futuro melhor que acaba topando qualquer coisa para ir embora para países mais desenvolvidos economicamente. Uma tragédia humana, tão comum em nossos dias. / Chicago PD 2.19 - The Three Gs (EUA, 2015) Direção: Sanford Bookstaver / Roteiro: Michael Brand, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia BushBrian Geraghty.

Chicago PD 2.21 - There's My Girl
Uma bomba caseira utilizando uma panela de pressão explode no subúrbio de Chicago. Inicialmente o departamento de inteligência comandado por Hank Voight (Jason Beghe) pensa ser uma guerra de gangues impulsionados por extorsão a comerciantes locais. Depois o foco da investigação muda, fazendo com que Voight pense que o verdadeiro autor do crime seria um especulador imobiliário de olho nas casas daquele bairro. Como os roteiros não costumam cair em soluções óbvias tudo muda quase no último ato, quando se descobre que o dono de uma lanchonete ali por perto onde houve a explosão já havia sido investigado no passado, acusado de ter matado a própria mulher, visando ficar com uma pequena fortuna paga pelo seguro de vida. Basta agora apenas juntar todas as peças para se chegar à solução desse quebra-cabeças. Nesse episódio há também um fato curioso quando um dos membros da equipe de Voight esquece por engano uma lata de refrigerante na sala de depoimentos da delegacia. O criminoso a usa para cortar seus próprios pulsos, o que acaba causando um grande problema legal para sua equipe. Sem outra alternativa Voight resolve afastar seu subordinado. / Chicago PD 2.21 - There's My Girl (EUA, 2015) Direção: Mark Tinker / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas  / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.22 - Push the Pain Away
Pois é, não é o Brasil, mas ocorre uma chacina em Chicago. Um grupo de quatro homens fortemente armados entra em uma academia. Seus alvos humanos são sumariamente executados na quadra de squash. Pela gravidade do crime a inteligência da polícia da cidade, comandada pelo sargento Voight (Beghe) é indicada pelo comissário para investigar e solucionar o mistério. As primeiras pistas deixam claro que houve um acerto de contas. Todos os mortos são advogados, membros de um escritório que defendeu (e venceu) uma causa em prol de uma empresa acusada de poluir com resíduos tóxicos uma grande área nos arredores da cidade. É o fim da inocência para muitos. Após juntar mais alguns elementos Voight finalmente chega nos culpados, na verdade são todos da mesma família. A pequena garotinha morta por causa de intoxicação química causada por essa mesma empresa é parente de todos eles. Já que a justiça falhou em punir os culpados eles partem para a vingança, para o olho por olho, dente por dente. Um bom episódio com um tema bem interessante que fará você pensar por um ou dois minutos nas razões daqueles criminosos. Há realmente algum crime que seja plenamente justificado? Assista e tire suas próprias conclusões. / Direção: Sanford Bookstaver / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas/ Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush.

Chicago PD 2.23 - Born Into Bad News
Último episódio da segunda temporada de Chicago PD. Aqui as coisas começam a sair do controle quando policiais de um outro departamento invadem o território de Hank Voight (Jason Beghe) na cidade. Tudo poderia se resumir a um mero conflito de jurisdição se os tiras do outro lado da cidade não estivessem roubando traficantes de drogas daquela região. Além de estarem onde não deveriam estar ainda cometem crimes na cara dura, em plena luz do dia. Algo que definitivamente Hank não aceitaria. Começa então uma verdadeira rixa entre policiais.Como Voight é muito mais experiente nesses assuntos acaba armando uma bela armadilha para enquadrar os tiras sujos que cruzaram a linha. Enquanto o sargento vai colocando ordem na casa - ou melhor dizendo, nas ruas de Chicago - sua filha Erin Lindsay (Sophia Bush) decide abandonar a carreira policial. Ela ainda não conseguiu superar velhos traumas. Eu sempre que posso afirmo: "Chicago PD" é uma das melhores séries policiais atualmente da TV americana. De certo modo ela me lembra de antigos seriados de tiras dos anos 70, um tipo de programa bem mais realista, pé no chão, onde o personagem principal - o sargento durão e veterano Hank - passa longe de ser um mocinho inofensivo. Uma ótima opção para quem curte esse tipo de série policial Made in USA. / Chicago PD 2.23 - Born Into Bad News (EUA, 2015) Direção: Mark Tinker / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush, Patrick John Flueger

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 28 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Southland

Southland 5.05 - Off Duty
O cotidiano dos tiras de Los Angeles sempre rende ótimos episódios. Essa é outra série que está na minha lista de favoritos. Nesse episódio em particular temos a execução de um assassino em série. Capturado pela policial Lydia Adams, ele pede alguns momentos com ela antes de sua morte. Na outra linha narrativa Sammy Bryant salva uma celebridade de um atentado promovido por um maluco que sai atirando no meio da rua. Capturado pelas revistas de fofocas vira um herói instantâneo, embora a corregedoria esteja em sua pé por causa de problemas com sua ex-esposa. E por falar em ex-esposas, John Cooper reencontra com a sua ex-mulher no hospital após sofrer um ferimento na coluna em serviço (um grandalhão cai por cima dele). Como vimos nos episódios anteriores apesar de seu jeito de durão, John na realidade é um gay no armário. Para fechar o brincalhão e desbocado Dewey Dudek sofre um infarto enquanto persegue um ladrãozinho pé de chinelo. E o Ben Sherman? Sim, ele continua se envolvendo casualmente com as gatinhas que encontra pela frente. Bom episodio, sem dúvida. Estou chegando ao final dessa série e certamente ficarei com saudades - pois infelizmente ela já foi cancelada, para meu desapontamento! / Direção: Regina King / Roteiro: Ann Biderman, Zack Whedon / Elenco: Michael Cudlitz, Shawn Hatosy, C. Thomas Howell.

Southland 5.09 - Chaos
Que pena que estou chegando ao fim de Southland! Essa série policial já foi cancelada e me falta ainda apenas um episódio para chegar ao final. As temporadas são curtas, no máximo 10 episódios, e por isso é aquele tipo de seriado que logo chega ao seu final. Das séries policiais que acompanho certamente essa é disparada uma das minhas preferidas. Esse episódio "Chaos" é seguramente um dos mais violentos de toda a série. Dois patrulheiros são feitos de reféns, sendo um deles John Cooper (Michael Cudlitz). Seus sequestradores são dois viciados em metanfetamina, completamente alucinados pelas drogas, que podem promover qualquer tipo de violência insana contra eles - e é justamente isso que acontece. Enquanto a polícia de Los Angeles tenta encontrar os tiras eles são expostos a todos os tipos de terror, ameaça e tortura em um trailer abandonado no meio do deserto. Um episódio para testar os limites do espectador. Confesso que fiquei bem impressionado, principalmente pelo final, de uma brutalidade extrema, completamente irracional sob qualquer ponto de vista. Um grande episódio de uma série que deixará saudades - aliás já deixou! / Direção: Regina King / Roteiro: Ann Biderman, Zack Whedon / Elenco: Michael Cudlitz, Shawn Hatosy, C. Thomas Howell.

Southland 5.10 - Reckoning
Episódio final da série. É o que digo sempre, muitas vezes os roteiristas erram nos momentos finais de grandes seriados. Em "Southland" não foi diferente. O episódio anterior, "Chaos", é um primor, com ótimo enredo e cenas viscerais. Se tivesse sido o episódio final teria sido um grande desfecho. Infelizmente eles resolveram escrever mais um episódio para fechar tudo. Aqui o que temos é a mera tentativa de aparar as arestas do que aconteceu anteriormente. Se no capítulo anterior o policial Hank Lucero (Anthony Ruivivar) foi morto de forma brutal e covarde, aqui eles vão atrás da dupla de drogados responsáveis pelo crime. John Cooper (Michael Cudlitz) está tentando sem sucesso voltar às ruas e os demais policiais acabam encontrando os assassinos, sendo que um deles acaba fugindo para uma refinaria de combustível, o que torna tudo ainda mais perigoso, afinal um tiro pode explodir tudo pelos ares. No geral achei o episódio bem desnecessário, sem clímax e sem pegada. Para piorar o espectador teve que engolir o desfecho nada digno para o personagem John Cooper, que sinceramente falando me soou como uma grande tolice. E os roteiristas ainda tiveram a péssima ideia de escreverem um final em aberto, talvez por não terem certeza se a série seria cancelada ou não. De uma coisa porém tenho certeza, esse foi mais um episódio final a entrar no extenso rol de despedidas melancólicas de boas séries de TV. Espero que repensem melhor sobre isso daqui em diante. / Southland - Reckoning (EUA, 2013) Direção: Christopher Chulack / Roteiro: Ann Biderman, Jonathan Lisco / Elenco: Michael Cudlitz, Shawn Hatosy, C. Thomas Howell.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Lista Negra (The Blacklist) - Segunda Temporada

The Blacklist 2.01 - Lord Baltimore (No. 104)
Esse é o primeiro episódio da segunda temporada. Começou de forma bem diferente. Em determinado momento pensei estar assistindo a algum filme estrelado por Chuck Norris, mas estava obviamente enganado. Era apenas Raymond 'Red' Reddington (James Spader) indo a algum daqueles países africanos em eterna guerra civil atrás de nomes, nomes que o levem até o misterioso Berlin. Depois de algumas negociações - e até misseis lançados como forma de persuasão (não disse que estava parecendo um filme com o Chuck Norris?) finalmente ele chega no nome de um tal de Lord Baltimore. Pode ser muito bem o elo de ligação entre Red e seu algoz. Bom, assistindo a esse episódio pude perceber que os roteiristas vão mesmo apostar nesse criminoso desconhecido, cujo codinome é Berlin, para trazer mais movimentação e tensão à série. Muito provavelmente chegaram na velha conclusão de que uma série desse estilo só consegue dar certo mesmo com um vilão marcante, que prenda a atenção do espectador. Se depender de suas vilanices até que "The Blacklist" não está carente nesse aspecto. Para se ter uma ideia do estilo malvado do Berlin basta dizer que nesse episódio ele sequestra a primeira esposa de Red e começa a mandar pedacinhos dela (como um dedo) para ele em um caixinha, como forma de o torturar psicologicamente. Vamos ver no que tudo isso vai dar daqui em diante. / The Blacklist 2.01 - Lord Baltimore (No. 104) (EUA, 2014) Direção: Michael W. Watkins / Roteiro: Jon Bokenkamp / Elenco: James Spader, Megan Boone, Diego Klattenhoff.

The Blacklist 2.02 - Monarch Douglas Bank (No. 112)
Eu sempre achei a Rede Globo um canal muito ruim, baseado apenas em novelas e em uma programação na maioria das vezes simplesmente estúpida. A única boa novidade vem do fato da emissora, após longos anos, começar a finalmente exibir uma série americana em sua grade regular. Nos anos 80 séries eram bem comuns nesse canal, mas ultimamente tinham se tornado bem raras. No Brasil "The Blacklist" está sendo exibida com o título de "A Lista Negra". Ainda é pouco, mas já é uma pequena mudança. O grande problema vem da dublagem porque certamente muito se perde nesse processo, principalmente na excelente atuação de James Spader. O dublador nacional passa muito longe de se igualar a Spader nesse quesito. Enfim. Nesse episódio Red (Spader) tem um novo desafio. Como se sabe o criminoso internacional de codinome Berlin está com a mulher de Red. Ele ameaça matá-la. Enquanto isso um banco é tomado por criminosos e uma jovem é feita de refém. Ela tem uma memória fotográfica e é usada por esse banco para decorar senhas, contas e informações que não podem ser colocadas em arquivos oficiais. Sabendo tanto sobre o mundo do crime ela acaba se tornando um alvo. Obviamente que Red também está interessado nela, principalmente para usá-la como moeda de troca com Berlin. Uma troca de favores entre criminosos internacionais. Em suma, bom episódio, bem movimentado, com o personagem Red voltando novamente a navegar pelo submundo do crime. Ele havia se tornado um pouco bonzinho demais nos episódios da primeira temporada. Agora ele retorna para o ambiente onde foi forjado. / The Blacklist 2.02 - Monarch Douglas Bank (No. 112) (EUA, 2014) Direção: Paul A. Edwards / Roteiro: Jon Bokenkamp, Kristen Reidel / Elenco: James Spader, Megan Boone, Diego Klattenhoff.

The Blacklist 2.03 - Dr. James Covington (No. 89)
E lá vamos nós de novo... Um famoso cirurgião, o Dr. James Covington (Ron Cephas Jones), estaria supostamente realizando operações ilegais de transplante de órgãos. Ricaços estariam pagando pequenas fortunas para ele, assim escapariam de fazer parte da fila de transplantes (sempre muito demorada e imprevisível). Algo que infelizmente acontece no mundo real. A questão passa a ser encontrar órgãos saudáveis para isso. Entra em cena então membros do crime organizado, raptando pessoas e retirando clandestinamente os órgãos de que necessitavam. Esse médico teria tido problemas no passado com a lei e após ter seu registro cassado passa a ser um cirurgião atuando nas sombras, no submundo do crime. Seria até um caso banal para o FBI se o próprio Raymond 'Red' Reddington (James Spader) não visse ali uma oportunidade de ganhar alguns pontos extras em sua "carreira", uma oportunidade de atuação. Já a agente Elizabeth Keen (Megan Boone) tenta reconstruir de alguma maneira sua vida emocional. Ela foi casada por anos com um homem que pensava ser o amor de sua vida, mas que no fundo era apenas um criminoso infiltrado em sua vida para manipular e obter informações do Bureau em primeira mão. Como a vida segue em frente, ela acaba simpatizando com um vizinho, um cara jovem e bonitão que parece ter dado alguma pinta para ela em um encontro casual nas redondezas de seu pequeno apartamento. Os roteiristas de "The Blacklist" porém não querem que ela seja feliz, assim logo deixam claro na última cena do episódio que esse seria outro pretendente a se infiltrar em sua vida! Assim já é demais não é mesmo? / The Blacklist 2.03 - Dr. James Covington (No. 89) Direção: Karen Gaviola / Roteiro: Jon Bokenkamp, Lukas Reiter/ Elenco: James Spader, Megan Boone, Diego Klattenhoff.

The Blacklist 2.04 - Dr. Linus Creel (No. 82)
Do nada pessoas comum começam a matar a esmo em acessos de fúria inexplicados. Logo começa-se a suspeitar de um antigo projeto do governo denominado Subprojeto 7 que tinha como objetivo o controle da mente. Pessoas eram sugestionadas através de "gatilhos" psicológicos a adotaram atos de extrema violência e irracionalidade. A agente do FBI Elizabeth Keen (Megan Boone) começa então a investigar uma série de casos muito semelhantes entre si, todos com essa mesma característica. Procurando por respostas com um senador ela descobre que o projeto há muito foi abandonado por falta de resultados práticos. Keen porém descobre o fio da meada ao chegar no nome do Dr. Linus Creel (David Costabile). Ele havia trabalhado no Subprojeto 7 original e quando esse foi cancelado pelo governo resolveu seguir por conta própria em frente, realizando experiências com pessoas do dia a dia, como donas de casa, funcionários públicos, etc, etc. Enquanto Keen tenta colocar as mãos em seu suspeito, Raymond 'Red' Reddington (James Spader) tenta proteger sua ex-esposa de futuras ameaças à sua vida. Inicialmente ela recusa mudar de cidade para viver sob a proteção do ex-marido. Seu atual companheiro também não aceita a sugestão e começa a fazer clara oposição à vontade de Red que percebe que deverá usar de métodos, digamos, mais convincentes para finalmente dobrar a vontade de ambos. Bom episódio que lida com esse tema que fez ou outra surge em matérias de jornais, filmes, livros, etc. Existe até mesmo um clássico estrelado por Frank Sinatra em 1962 e dirigido por John Frankenheimer chamado "Sob o Domínio do Mal" cuja o tema é justamente esse. Se você ficou interessado no assunto fica aqui a dica. / The Blacklist 2.04 - Dr. Linus Creel (No. 82) (EUA, 2014) Direção: Michael W. Watkins / Roteiro: Jon Bokenkamp, Michael Ostrowski / Elenco: James Spader, Megan Boone, David Costabile, Diego Klattenhoff.

The Blacklist 2.05 - The Front (No. 74)
Um episódio um pouco diferente. Aqui temos a figura de Maddox Beck (Michael Laurence). Ele é um ecologista radical que após anos de luta por sua causa chega à conclusão de que o planeta Terra só será salvo com o fim, a extinção da humanidade. Após a morte da esposa ele resolve levar adiante um plano de destruição biológica de todos os seres humanos. E como conseguirá isso? Através da disseminação de uma grande doença altamente letal - e nada seria mais adequado do que lançar novamente no ar a peste negra, doença que matou milhões de pessoas na Idade Média. Para conseguir o vírus ele segue um velho mapa que está escondido numa pintura do século XV. Enquanto ele tenta exterminar a raça humana, Raymond 'Red' Reddington (James Spader) tenta descobrir o paradeiro de uma jovem que pode, ou não, ter ligações profundas com ele mesmo. Por fim a agente Elizabeth Keen (Megan Boone) descobre que Red colocou um espião em seu encalço, para seguir seus passos - nada mais, nada menos, do que seu próprio vizinho. Para provocá-lo ela acaba fazendo um sensual striptease na janela de seu apartamento (para a alegria de seu grande fã clube masculino). "The Front" é um bom episódio, mas sofre de um problema que é até recorrente em séries americanas atuais. Estou me referindo à rápida solução que alguns roteiristas bolam para problemas que deveriam ser quase insolúveis. Nesse episódio a peste negra começa a se espalhar na humanidade, mas Red acaba achando seu antídoto e com três minutos para o fim do episódio tudo é prontamente resolvido e solucionado. A rapidez com que tudo é resolvido deixa uma sensação de frustração no ar. Como seria bom se no mundo real tudo fosse tão fácil assim, não é mesmo? / The Blacklist (Lista Negra) 2.05 - The Front (No. 74) (EUA, 2014) Direção: Steven A. Adelson / Roteiro:  Jon Bokenkamp, Jim Campolongo / Elenco: James Spader, Megan Boone, Diego Klattenhoff.

The Blacklist 2.06 - The Mombasa Cartel (No. 114)
Esse episódio conta com a participação do grande Peter Fonda, há muito afastado das telas de cinema. Ele interpreta Geoff Perl. Para o mundo ele passa a imagem de um combatente ativista ecológico, sempre preocupado em preservar raras espécimes animais da África. Só que essa imagem é apenas fachada, pois na verdade ele é realmente o líder de um violento cartel conhecido como Mombasa que se especializou justamente em contrabandear e traficar de forma ilegal animais exóticos e raros para todo o mundo! Como conciliar tamanha contradição? Para Red (James Spader) não existem explicações suficientemente convincentes para mudar sua opinião sobre Perl. Ele seria apenas um criminoso internacional, um hipócrita violento, chefe de um clã de lunáticos. Sua família vive em uma remota área isolada onde literalmente caçam antigos caçadores que se tornaram inconvenientes para o Cartel Mombasa. E por falar em loucura estaria a agente Elizabeth Keen (Megan Boone) enlouquecendo também? Na cena final desse episódio é revelado que ela mantém um sujeito em cárcere privado em seu próprio porão! Esse estava sob ordens de Red para seguir todos os passos dela! Insanidade pouca é bobagem! Em suma, bom episódio, com boa trama e contando com a preciosa presença de Peter Fonda. Pena que ele atue pouco e tenha poucas cenas. Mesmo assim vale bastante a pena. / The Blacklist 2.06 - The Mombasa Cartel (No. 114) Direção: David Platt / Roteiro: Jon Bokenkamp, Daniel Knauf / Elenco:  James Spader, Peter Fonda, Megan Boone, Diego Klattenhoff.

The Blacklist 2.07 - The Scimitar (No. 22)
Um cientista do projeto nuclear iraniano é seduzido por uma linda mulher em um bar de hotel. Mal sabe ele que ela na verdade é uma agente do serviço de inteligência de Israel. Seu fim de noite acaba sendo dos piores quando é jogado do alto do prédio. Morte certa. Seu assassinato desencadeia uma verdadeira guerra de inteligência entre Irã e Israel, tendo como palco o território americano. Poderia ser uma situação terrível para qualquer um, menos para 'Red' Reddington (James Spader) que vê uma oportunidade de acertar contas com seus velhos desafetos. Enquanto isso a bela agente Elizabeth Keen (Megan Boone) mantém seu marido acorrentando no porão de um velho navio, todo enferrujado. Ela quer informações sobre o misterioso Berlin. Onde ela poderia encontrá-lo? O mais curioso desse episódio é que ele traz, mesmo que sutilmente, uma clara tensão sexual entre o ex-casal. Até porque pense bem, ser acorrentado por Megan Boone nem é assim uma ideia tão ruim, não é mesmo? / The Blacklist 2.07 - The Scimitar (No. 22) Direção: Karen Gaviola / Roteiro: Jon Bokenkamp, J.R. Orci / Elenco: James Spader, Megan Boone, Diego Klattenhoff.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Quantico

Ontem assisti ao episódio piloto dessa nova série Quantico. De antemão já sabia que não era grande coisa. Basta dar uma olhada no elenco para verificar que não vinha nada de muito bom pela frente. O canal abc não se notabilizou por ser ousado em termos de séries. Como convém a uma canal aberto americano eles ficam por ali mesmo, no esquema mainstream, tudo formulaico e cheio de clichês. O alvo é o público médio, que apenas quer curtir um enlatado no fim da noite de um dia de trabalho duro. Não existe espaço para ousadias ou inovações. O tema é batido. Um grupo de jovens de todos os lugares e origens dos Estados Unidos vão até a cidade de Quantico onde funciona a academia do FBI. Eles sonham se tornar agentes federais. No meio do caminho para lá, numa viagem de trem, a futura agente Alex Parrish (interpretada pela bonita atriz indiana Priyanka Chopra) resolve dar uns pegas em um cara bonitão que encontra por acaso. Depois dos amassos ela o dispensa sem maiores rodeios, dizendo que ele não é o seu tipo. Mero sexo casual. Para sua surpresa acaba encontrando ele de novo, só que em Quantico! Pois é, ele também era um dos novatos da Academia.

Bom, pela simples menção dessa pequena sinopse já deu para perceber que a série é mais uma daquelas bem bobinhas da TV americana. Essa mania de usar um monte de atores que mais parecem modelos como policiais já se esgotou, principalmente em programas do tipo Chicago Fire, Chicago PD ou até mesmo Rookie Blue. Também não espere por roteiros bem escritos ou surpreendentes. Nesse piloto há duas linhas temporais. No passado vamos acompanhando a chegada dos novos alunos de Quantico, as primeiras experiências, antipatias e simpatias entre eles. Depois vamos descobrindo gradualmente que muitos deles escondem algo. Já no presente encontramos a agente Alex no meio de um prédio que acabou de sofrer um atentado terrorista. O seu chefe acredita que alguém de sua turma de formandos esteve envolvido na tragédia. Inclusive ela própria vira uma suspeita. Quem seria o terrorista? Pronto, acaba por aí mesmo. Não me convenceu, não me animou e muito provavelmente não seguirei acompanhando. Depois de muitos anos assistindo séries você vai criando um bom instinto sobre o que presta ou não presta nesse universo. Em se tratando de algumas séries você não precisa nem perder seu tempo.

Quantico (Quantico 1.01 - Run, EUA, 2015) Direção: Marc Munden / Roteiro: Joshua Safran / Elenco: Priyanka Chopra, Josh Hopkins, Jake McLaughlin. / Sinopse: Um grupo de jovens estudantes vão para Quantico para começar seus estudos na famosa academia policial do FBI. Série produzida pelo canal abc.

Pablo Aluísio.

Um Tira da Pesada

Quando Eddie Murphy estrelou "Beverly Hills Cop" em 1984 ele só era um comediante de sucesso do programa de humor SNL do canal NBC. Ninguém pensava que ele em pouco tempo iria se tornar um dos grandes campeões de bilheteria do cinema americano. O que tornou Murphy um astro de cinema? Bom, basicamente muito carisma e talento. É inegável que Murphy, principalmente no começo de sua carreira, quando ainda era bem jovem e cheio de criatividade, era um comediante muito divertido. E também era mais inofensivo do que outros da geração que o antecederam (tente comparar Murphy com o alucinado Richard Pryor, por exemplo, que tocou fogo na própria cabeça após uma noite regada a todos os tipos de drogas que você possa imaginar). Outro grande lance de sorte foi encontrar o papel certo que conseguisse explorar o jeitão malandro de Murphy. O roteiro desse policial com toques de humor soava perfeito demais para ele naquele momento de sua carreira.

No filme Eddie interpretava Axel Foley, detetive do departamento de polícia de Detroit, cidade industrial, barra pesada, onde um policial tinha que ter um algo a mais para sobreviver nas ruas. Agora imagine pegar esse tipo de tira para colocar trabalhando ao lado dos almofadinhas de Beverly Hills. O contraste seria inevitável e era justamente em cima disso que nascia o humor não apenas desse primeiro filme como dos demais que vieram em sequência. Curioso é que a continuação era praticamente uma refilmagem desse original, porém com uma produção melhor, elenco com nomes em ascensão dentro de Hollywood e uma trilha sonora cujo tema principal grudava na mente do espectador apenas alguns segundos depois de a ouvir pela primeira vez. A Paramount escalou para a direção Martin Brest, que já estava acostumado com Murphy pois o havia dirigido no programa SNL. Depois de alguns anos o cineasta faria sua grande obra prima, "Perfume de Mulher" com o mestre Al Pacino. Então é isso, quem viveu os anos 80 certamente não esqueceu dessa franquia que tanto sucesso fez entre o público em geral.

Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop, EUA, 1984) Direção: Martin Brest / Roteiro: Daniel Petrie Jr, Danilo Bach / Elenco: Eddie Murphy, Judge Reinhold, John Ashton / Sinopse: Axel Foley (Murphy) é um detetive de Detroit que vai até a grã-fina Beverly Hills para descobrir o verdadeiro autor de um assassinato. Na sofisticada cidade acaba conhecendo os métodos de investigação dos policiais locais, bem diferentes do seu modo de agir. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Roteiro Original. Também indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Comédia ou Musical e Melhor Ator (Eddie Murphy).

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Início do Fim

Título no Brasil: O Início do Fim
Título Original: Fat Man and Little Boy
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Roland Joffé
Roteiro: Bruce Robinson
Elenco: Paul Newman, John Cusack, Laura Dern, Dwight Schultz, Bonnie Bedelia, John C. McGinley
  
Sinopse:
Durante a II Guerra Mundial o governo americano dá início ao projeto Manhattan. Vários cientistas brilhantes, entre eles J. Robert Oppenheimer (Dwight Schultz), são reunidos em uma base militar americana no meio do deserto para que se consiga construir uma arma definitiva que acabasse com a própria guerra. Essa seria a maior arma de destruição em massa da história. Para coordenar tudo e comandar os trabalhos o governo indica o General Leslie R. Groves (Paul Newman) que fica com a missão de entregar a primeira bomba atômica em um prazo máximo de um ano. Filme baseado em fatos reais.

Comentários:
Provavelmente seja o melhor filme sobre o projeto Manhattan, só sendo superado em certos aspectos por "Os Senhores do Holocausto". O filme assim narra a construção das primeiras bombas atômicas americanas (apelidadas de Fat Man, o gordo, e Little Boy, o garotinho, que dão origem ao título original do filme). Muitos vão achar o roteiro um pouco parado e monótono, uma vez que o roteiro explora a rotina desse grupo de cientistas em pesquisas e testes no deserto de Nevada, tentando construir a bomba nuclear que os americanos iriam jogar futuramente em cidades japonesas, selando o fim da II Guerra Mundial. Essa visão porém é fora de propósito pois em termos históricos tudo é extremamente interessante. O elenco também tem destaque, a começar pela presença do sempre excelente Paul Newman. Ele interpreta o general que coloca ordem na casa, sendo duro quando necessário. Já John Cusack interpreta um jovem cientista brilhante que foi vital para a construção das armas nucleares, mas que acabou pagando com sua própria vida ao se tornar vítima da radiação das pesquisas que realizava. Sua morte é um dos pontos altos do filme em termos dramáticos. Com excelente produção, elenco e reconstituição histórica, o filme só deixa um pouco a desejar mesmo no que diz respeito ao seu roteiro que evita a todo custo entrar em um debate ético sobre a construção das armas nucleares e tudo o que isso iria significar para o mundo nos anos seguintes.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Robinson Crusoé

Título no Brasil: Robinson Crusoé
Título Original: Robinson Crusoe
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Miramax
Direção: Rod Hardy, George Miller
Roteiro: Christopher Lofton
Elenco: Pierce Brosnan, William Takaku, Polly Walker
  
Sinopse:
Robinson Crusoé (Brosnan) é o único sobrevivente de um naufrágio. Depois que sua embarcação afunda, ele vai parar numa ilha desabitada, perdida no meio do oceano. Seu único companheiro é um cachorro que tal como ele também conseguiu sobreviver. Depois de algum tempo na ilha ele ganha a companhia de um nativo ao qual chama de Sexta-Feira (William Takaku), sobrevivente de um ataque de selvagens canibais. Juntos eles tentarão sobreviver aos desafios de se viver em um lugar tão remoto e distante da civilização.

Comentários:
A estória é clássica. Muito provavelmente seja uma das melhores adaptações, embora verdade seja dita, o material original não é lá essas coisas. O livro que deu origem ao filme, escrito por Daniel Defoe, é na verdade uma daquelas crônicas bem românticas, cheia de aventuras em mares desconhecidos, visando obviamente um público mais adolescente. Como o diretor George Miller quis mesmo realizar um filme bem fiel ao livro de que tanto gostou na juventude, o resultado acabou saindo um tanto inocente, com aqueles tipos de valores meio fora de moda, tipicamente da época em que o romance foi escrito. Dito isso, não podemos desprezar as boas qualidades dessa adaptação, como uma bela produção - a Miramax, com seu costumeiro bom gosto, estava por trás de tudo - lindos cenários naturais, bons figurinos e direção de arte que não abre margens a críticas descabidas. Eu tive a oportunidade de conferir esse filme em VHS e na época, se bem me recordo, o grande motivo que me levou a alugar a fita foi a presença do ator Pierce Brosnan. Afinal ele era o James Bond e qualquer filme com sua presença já era um bom motivo para conferir. Não me decepcionei, embora o que tenha ficado foi essa sensação de que o velho e bom Robinson Crusoé era mesmo indicado para os mais jovens, adolescentes em especial. Esse público certamente irá se divertir muito mais.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Guardiões do Céu

Título no Brasil: Guardiões do Céu
Título Original: Wings of Honour
Ano de Produção: 2013
País: Alemanha, Inglaterra
Estúdio: Ascot Elite Home Entertainment
Direção: Christopher-Lee Dos Santos
Roteiro: Andrew Eric Madonald      
Elenco: Nicholas van Der Bijl, Ryan Dittman, Andre Frauenstein

Sinopse: 
Um grupo de aviadores da Força Aérea Inglesa (RAF) é designado para uma importante e perigosa missão: bombardear o território alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Entre os militares da tripulação se encontram um novato, sem qualquer experiência de combate, e um voluntário das forças armadas da África do Sul, também em busca de experiência de combate. Juntos enfrentarão muitos desafios, inclusive ataques de caças do Terceiro Reich nos céus nazistas.

Comentários:
"Guardiões do Céu" foi lançado timidamente no mercado de DVD no Brasil. Obviamente não se trata de nenhuma super produção Made in Hollywood mas a despeito disso não deixa de ser um bom filme. Não é excepcional, seu roteiro tem clichês, os atores não são grande coisa e nem a direção foge do lugar comum mas apesar disso certamente funciona como entretenimento ligeiro para fãs de filmes passados na Segunda Guerra Mundial. Claro que quem aluga um DVD desses procura acima de tudo muitas cenas de combates aéreos. Sim, elas certamente existem e até que são bem realizadas mas infelizmente só fazem parte dos dois terços iniciais do enredo. Depois de um acontecimento (que não irei revelar para não estragar as surpresas de quem ainda não viu a produção) os combates são transferidos para o chão, onde ingleses e alemães travam uma luta de vida ou morte nos bosques fechados da Baviera. No final de tudo cabem duas últimas observações: Não vá assistir esperando nada grandioso mas prepare-se também para se divertir pois nesse ponto o filme cumpre o que promete.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Negociador

Título no Brasil: O Negociador
Título Original: Metro
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Thomas Carter
Roteiro: Randy Feldman
Elenco: Eddie Murphy, Michael Rapaport, Kim Miyori, James Carpenter, Denis Arndt, Donal Logue
  
Sinopse:
Scott Roper (Eddie Murphy) é um policial de San Francisco especializado em negociar situações com reféns. Ele está em treinamento com membros da SWAT, ao mesmo tempo em que tenta lidar com a delicada situação envolvendo sua ex-namorada, agora envolvida com um rico jogador de baseball. Isso porém é o de menos. Quando seu parceiro é morto por um serial killer e ladrão de jóias, Scott resolve fazer dessa perseguição uma questão pessoal. Ele quer vingar a morte do colega de todas as formas possíveis. Filme indicado ao Acapulco Black Film Festival na categoria de Melhor Trilha Sonora.

Comentários:
É a tal coisa, se você estiver em busca de um filme engraçado com Eddie Murphy, do tipo "Um Tira da Pesada" e genéricos, não aconselho essa produção. O filme na verdade se leva mais à sério do que era esperado. O papel de Murphy tem pouco (ou nada) a ver com o seu divertido detetive Axel Foley de "Beverly Hills Cop". Na época em que esse filme chegou nos cinemas Murphy vinha colecionando fracassos de bilheteria, entre elas as desastrosas comédias "Um Distinto Cavalheiro" e "Um Vampiro no Brooklyn". Numa tentativa desesperada de voltar ao top das bilheterias ele aceitou até mesmo a estrelar uma fraca sequência "Um Tira da Pesada 3" que também não fez sucesso. Assim o estúdio já estava quase desistindo desse policial, pensando em lançá-lo diretamente no mercado de vídeo quando Murphy finalmente reencontrou o caminho do sucesso de bilheteria com "O Professor Aloprado". Animados com esse hit cinematográfico os produtores então apostaram nesse filme policial que infelizmente não caiu no gosto do público. É um filme apenas mediano realmente, quase beirando o fraco, que poucos hoje em dia se lembram. Na época foi chamado de mais um fantasma assombrando a carreira de Murphy. Fracasso de crítica e público pouco marcou ou fez diferença.

Pablo Aluísio.

 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Wonder Woman


Wonder Woman 
Já que a Mulher Maravilha está retornando ao cinema, com previsão de lançamento de um filme solo no próximo ano é interessante relembrar da série com a personagem que foi ao ar na TV americana (e brasileira) durante a década de 1970. No total foram produzidos 60 episódios durante três temporadas que foram exibidas entre os anos de 1975 a 1979. A Mulher Maravilha foi interpretada pela atriz Lynda Carter (que fazia jus ao nome pois era lindíssima). Ela inclusive recentemente fez o papel da presidente dos Estados Unidos na série "Supergirl". Obviamente que sob o olhar atual a série soará completamente datada, com efeitos especiais pobres - até porque se tratava de uma produção para a TV. Esse tipo de coisa porém deve ser deixado de lado. A nostalgia, por outro lado, seguramente estará garantida para os que tiveram a oportunidade de assistir ao seriado na época.



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vida Bandida

Título no Brasil: Vida Bandida
Título Original: Bandits
Ano de Produção: 2001
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Harley Peyton
Elenco: Bruce Willis, Billy Bob Thornton, Cate Blanchett, January Jones, Troy Garity
  
Sinopse:
Joe (Bruce Willis) e Terry (Billy Bob Thornton) são dois condenados que fogem da prisão. De volta às ruas eles começam a usar um novo método para roubar bancos, invadindo as casas dos gerentes na noite anterior ao roubo, fazendo suas famílias de reféns. Em pouco tempo o novo jeito se revela ser muito bem sucedido e eles começam a ganhar todas as manchetes. Em um desses roubos acabam esbarrando em Kate (Cate Blanchett), uma jovem mulher que está entediada com sua vida, sempre em busca de emoções. Em pouco tempo ela então se junta à dupla de ladrões. Ambos ficam apaixonados por ela, enquanto a política os persegue, pensando que Kate é uma refém do bando.

Comentários:
Muito fraco. O elenco é inegavelmente bom. Bruce Willis, em um estilo mais bem humorado e menos brutamontes. Billy Bob Thornton, sempre um ator interessante, geralmente interpretando o caipira malvado e sem misericórdia e finalmente a maravilhosa Cate Blanchett, uma das atrizes mais talentosas de sua geração, aqui em um papel que sinceramente não lhe faz jus. Até a bela January Jones está no elenco. Não está ligando o nome à pessoa? Ora, Jones é a Betty Francis Draper de "Mad Men", aquele tipo de mulher belíssima que se afunda em um casamento suburbano, cheia de filhos e pouco glamour. Aqui ela ainda estava bem jovem - e mais bonita do que nunca!. Pois é, mesmo com esse excelente elenco, com um diretor respeitado como Barry Levinson, pouca coisa funciona. O filme foi relativamente bem recebido pela crítica, mas o público não comprou muito bem a ideia. No geral, não há como negar, o filme é uma negação, uma decepção. Leva três estrelas com muita, mas muita boa vontade mesmo. Na realidade não levaria nem duas... Enfim, é tipicamente aquele tipo de película ruim que nem o bom elenco consegue salvar.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Santos e Soldados - A Última Missão

Título no Brasil: Santos e Soldados - A Última Missão
Título Original: Saints and Soldiers - The Void
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Go Films
Direção: Ryan Little
Roteiro: Ryan Little
Elenco: K. Danor Gerald, Timothy S. Shoemaker, Adam Gregory, Michael Todd Behrens, Brenden Whitney, Joel Bishop
  
Sinopse:
II Guerra Mundial. Os soldados americanos começam a entrar em território alemão. Há ainda focos de resistência das tropas nazistas. Assim um grupo de tanques dos Estados Unidos são enviados para limpar o terreno antes que mais batalhões sejam enviados além do Rio Reno. Entre eles estão um sargento negro chamado Jesse Owens (K. Danor Gerald) que após ter seu caminhão destruído encontra um tanque do exército americano e seu une a ele na luta contra os alemães. Filme premiado pelo Filmed in Utah Awards.

Comentários:
Essa série "Saints and Soldiers" tem lançado regularmente filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. Os roteiros são simples, assim como a própria produção dos filmes, porém tudo tem um certo padrão de qualidade que faz valer a pena. Nesse aqui o foco é centrado nas colunas de tanques. Assim como foi visto no recente "Corações de Ferro" com Brad Pitt o roteiro mostra um pequeno grupo de militares americanos que rompe as linhas inimigas em uma coluna de tanques. É interessante pois demonstra que em termos técnicos os tanques americanos eram bem inferiores aos do exército alemão. O diferencial aqui foi numérico. Embora fossem piores em termos de robustez, capacidade de armamento e força, eles eram bem mais numerosos do que os alemães. Assim a guerra de tanques foi vencida não pela qualidade e sim pela quantidade. Outro ponto que o roteiro se esforça para explorar é o racismo que existia dentro do próprio exército dos Estados Unidos. Além de ser frontalmente e diretamente hostilizado o personagem do sargento negro interpretado pelo ator K. Danor Gerald tinha que passar por situações absurdas como, por exemplo, quando alguns militares racistas se recusavam a ficar sob suas ordens, mesmo sendo ele o oficial mais graduado entre os sobreviventes do front. Em suma, um filme modesto em suas pretensões, sem grande produção, mas que diverte se você ficar focado na história em si e não em exageros orçamentários da produção como um todo.

Pablo Aluísio.