terça-feira, 21 de março de 2017

Punho de Ferro

Título no Brasil: Punho de Ferro
Título Original: Iron Fist
Ano de Produção: 2017
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Television
Direção: John Dahl, Farren Blackburn
Roteiro: Gil Kane, Roy Thomas, Scott Buck
Elenco: Finn Jones, Jessica Henwick, Jessica Stroup, Tom Pelphrey, David Wenham, Wai Ching Ho
  
Sinopse:
Após ser dado como morto, desaparecido por anos, Danny Rand (Finn Jones) volta para Nova Iorque, para descobrir o que aconteceu com a empresa que um dia pertenceu ao seu pai. Ele reencontra pessoas de seu passado, mas todas elas se recusam a acreditar que ele é de fato o garoto Danny, que supostamente teria morrido de um acidente aéreo, junto de seus pais, há muitos anos! Agora Danny precisará provar sua verdadeira identidade, ao mesmo tempo em que tenta sobreviver aos atentados de todos aqueles que desejam sua morte.

Comentários:
Nova série da Marvel que está sendo exibida pelo Netflix. É a tal coisa, nunca tivemos uma onda tão grande de adaptação dos quadrinhos como agora. Primeiro no cinema e agora no mundo das séries. Esse "Iron Fist" na verdade faz parte de um pacote maior de adaptações de personagens secundários do universo Marvel. São heróis que muito provavelmente não teriam a popularidade necessária para estrelar uma super produção de Hollywood, assim eles foram parar nas séries. "Punho de Ferro" foi criado para aproveitar a onda de filmes de artes marciais durante os anos 60. Sua influência vem dos filmes com o mito Bruce Lee. Embora seja um personagem com longa bagagem, ele nunca foi muito popular, nem nos Estados Unidos. É um daqueles heróis criados pela Marvel que ficaram pelo meio do caminho. Ele chegou a ter sua própria revista, que depois foi cancelada. Nessa série tenta-se contar as origens do herói. Danny Rand (Finn Jones) passou anos no oriente, onde se tornou um mestre em artes marciais. De volta aos Estados Unidos ele é tratado quase como um morador de rua, pois se veste de forma simples, com roupas surradas, sem calçados. Ele é o verdadeiro herdeiro de uma grande corporação, por isso há muitos interesses em eliminá-lo, já que há muitos anos ele foi dado como morto. Os fãs de quadrinhos andam reclamando dessa adaptação (o que não é novidade pois eles sempre reclamam). Muitos afirmam que a série (que em sua primeira temporada apresenta 13 episódios) não tem uma boa produção. Reclamam ainda que os episódios enrolam demais, nunca chegando em lugar nenhum. A pior crítica porém vem das cenas de ação. Há quem afirme que as cenas com lutas marciais são decepcionantes, o que em termos de "Punho de Ferro" é um problema e tanto. De minha parte não penso dessa forma. Acabei gostando do episódio piloto. Sim, as coisas acontecem no seu devido tempo, mas isso nem sempre é um defeito de roteiro. Provavelmente o ritmo esteja lento demais para quem acompanha quadrinhos, porém para séries não vi maiores problemas. Muitos vezes os roteiristas precisam apresentar o herói para o público que não o conhece dos gibis. Isso leva tempo. Por isso deixo aqui o benefício da dúvida, pois com o tempo todos esses problemas podem ser superados. É esperar para ver.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Ressurreição - Retalhos de um Crime

Título no Brasil: Ressurreição - Retalhos de um Crime
Título Original: Resurrection
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos, Canadá
Estúdio: Interlight Pictures
Direção: Russell Mulcahy
Roteiro: Brad Mirman, Christopher Lambert
Elenco: Christopher Lambert, Leland Orser, Robert Joy, David Cronenberg, Peter MacNeill, Jayne Eastwood
  
Sinopse:
Dois detetives do departamento de homicídios da cidade de Chicago, John Prudhomme (Christopher Lambert) e Andrew Hollinsworth (Leland Orser), se unem para investigar e desvendar uma série de crimes violentos que aconteceram em ruelas sujas e abandonadas da periferia. No começo tudo parece de rotina, porém aos poucos as coisas vão ficando mais claras, revelando aos policiais um mundo sórdido de violência e brutalidade.

Comentários:
O ator Christopher Lambert escreveu o roteiro e produziu esse filme. Para a direção chamou o australiano Russell Mulcahy com quem já havia trabalhado nos filmes "Highlander: O Guerreiro Imortal" e "Highlander II: A Ressurreição". Se a parceria havia dado certo antes, muito provavelmente daria de novo. O problema é que o filme foi realizado com um orçamento restrito e uma péssima distribuição. No Brasil, por exemplo, sequer conseguiu espaço no circuito comercial de cinemas, sendo lançado diretamente no mercado de vídeo VHS. Também é importante salientar que a carreira de Christopher Lambert estava em baixa quando o filme foi lançado, o que não ajudou em nada na sua divulgação. Aliás essa é uma produção que segue sendo bem desconhecida nos dias atuais, pois poucos a assistiram. No geral é um filme policial apenas na média, que se apoia bastante no carisma de Lambert. O roteiro é de certa forma banal e nem mesmo a curiosa presença do diretor David Cronenberg no elenco consegue despertar muita atenção. Entre os filmes que exploram serial killers (os assassinos em série), um velho filão do cinema americano, esse é seguramente um dos menos conhecidos. Hoje em dia funciona apenas como mera curiosidade e nada mais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 14 de março de 2017

Macbeth - Ambição e Guerra

Título no Brasil: Macbeth - Ambição e Guerra
Título Original: Macbeth
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: DMC Film
Direção: Justin Kurzel
Roteiro: Todd Louiso, Jacob Koskoff
Elenco: Michael Fassbender, Marion Cotillard, David Thewlis, Jack Madigan, Paddy Considine, David Hayman, Jack Reynor
  
Sinopse:
Após uma batalha vitoriosa, o nobre guerreiro Macbeth (Michael Fassbender) é honrado por seu Rei. Ele recebe um título de Duque e se torna um membro prestigiado de sua corte. Sua ambição porém vai além. Depois de executar um inimigo do trono, Macbeth encontra três bruxas que profetizam que ele próprio subirá ao poder máximo, se tornando um monarca poderoso em um futuro próximo. Encorajado pela esposa, Macbeth começa então a tramar a morte do Rei para usurpar seu poder. Filme indicado ao British Independent Film Awards e ao American Society of Cinematographers.

Comentários:
"Macbeth" foi uma peça teatral escrita pelo gênio William Shakespeare por volta de 1605. É uma obra que procura sondar o lado sórdido da natureza humana. Em foco temos a ambição, a ganância e a cobiça. O protagonista Macbeth é um homem nobre e honrado que se deixa seduzir por pensamentos ambiciosos, sem limites. Invejando a posição do Rei ele faz de tudo para assassiná-lo, para assim subir ao trono. E se tornar um regicida não é um problema para alguém que almeja o poder sem se preocupar com a ética, com a honestidade e tampouco com os valores morais de seus atos. Pior é que Macbeth tem uma esposa vil, uma mulher sem qualquer traço de humanidade, que também o inventiva a subir ao trono através do crime. É curioso porque Shakespeare aproveita sua trama de assassinatos, morte e traições, para revelar o lado mais cruel de certas mulheres, que a despeito do dinheiro, do poder e da falsa glória, aceitam planejar todos os tipos de atos cruéis. O filme é muito bom, com ótima fotografia, cenários e figurinos. Uma produção de primeira linha. O texto porém é o grande atrativo. Os produtores e o diretor optaram por usar os diálogos originais da peça de Shakespeare! Certamente vai soar um pouco erudito demais para o público atual, mas isso em última instância não é um demérito, mas sim uma qualidade. Outro ponto digno de elogios é a maneira como o cineasta Justin Kurzel resolveu filmar as cenas de combate. Toda a fúria e violência são intercaladas por cenas de puro êxtase visual, onde ele consegue excelentes efeitos com o uso de câmeras lentas de alta definição. Então é isso, uma obra cinematográfica indicada não apenas aos que desejam assistir a um bom filme, com belo visual, como também para os admiradores do inigualável William Shakespeare. Em termos de elegância ao escrever certamente nenhum dramaturgo da história chegou perto dele. Sua obra é imortal.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 10 de março de 2017

A Qualquer Preço

Título no Brasil: A Qualquer Preço
Título Original: A Civil Action
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Steven Zaillian
Roteiro: Jonathan Harr, Steven Zaillian
Elenco: John Travolta, Robert Duvall, Kathleen Quinlan, William H. Macy, John Lithgow, James Gandolfini
  
Sinopse:
O importante para o advogado Jan Schlittman (John Travolta) é realizar acordos lucrativos em ações judiciais, não procurar por justiça. Ele quer o caminho mais fácil, rápido e financeiramente recompensador. As coisas mudam porém quando Jan é contratado por um grupo de famílias que foram prejudicadas por causa do vazamento tóxico causada por uma grande empresa. Duas crianças morreram por causa disso. A situação sensibiliza o advogado, que agora sim procurará lutar por justiça a qualquer preço. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall) e Melhor Fotografia (Conrad L. Hall).

Comentários:
Muito bom esse filme baseado em fatos reais. O primeiro grande mérito desse roteiro é desmascarar e colocar por terra aquela velha imagem romântica (e um tanto boba) que os brasileiros imaginam do sistema judiciário americano. Tanto lá, como aqui, temos uma situação em que poder financeiro fala mais alto. Na ação civil que faz parte da espinha dorsal desse roteiro (por isso o filme se chama originalmente "A Civil Action") vemos a luta de um advogado comum contra uma corporação rica e influente dentro do sistema. Famílias inteiras foram prejudicadas, duas crianças morreram intoxicadas por causa da irresponsabilidade dessa mesma empresa, mas nem isso comove os senhores de toga do sistema judicial dos Estados Unidos. Uma boa amostra que a corrupção, os interesses escusos e outros descaminhos, também fazem parte da justiça americana (que os brasileiros inocentemente pensam ser perfeita e isenta de máculas). John Travolta poucas vezes esteve tão bem em um filme, mas quem acaba roubando o show nesse elenco é o veterano e talentoso Robert Duvall, que merecidamente recebeu mais uma indicação ao Oscar por sua atuação! E se você pensa que apenas esses dois nomes chamam a atenção no elenco está bem enganado, o luxuoso elenco de apoio traz ainda atores excelentes como, por exemplo, William H. Macy, John Lithgow e James Gandolfini. Em suma um filme de tribunal bem acima da média, mostrando toda a sordidez que se pode encontrar pelos tribunais da vida. Muito recomendado.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 7 de março de 2017

Rookie Blue 6.07 - Best Man

Série: Rookie Blue
Episódio: 6.07 - Best Man
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Shaw Productions
Direção: Charles Officer
Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner
Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma
  
Sinopse e comentários:
Mesmo bem atrasado, pois a série foi cancelada em 2015, sigo em frente para o final dessa sexta temporada. Incrível pensar que assisti a seis temporadas de "Rookie Blue". Pois bem, vamos ao episódio. Aqui temos casos de crianças desaparecidas. Em determinado momento fiquei realmente pasmo ao ver como todo um departamento de polícia se concentra apenas na localização de crianças desaparecidos. Penso que tanto nos Estados Unidos como no Brasil não seria bem esse o caso, uma vez que as grandes cidades estão repletas de crimes de todos os tipos, assassinatos, tráficos de drogas, etc e seria meio impensável parar tudo para localizar apenas uma adolescente, que no final das contas pode simplesmente ter fugido de casa! Não me soou como algo muito real.

No mais a subtrama envolvendo casos de corrupção do sargento Oliver Shaw (Matt Gordon) avança. O que deixa todos admirados (espectadores e demais personagens da série) é o fato de que Oliver sempre foi o sujeito mais boa praça do mundo, amigo dos companheiros de farda, bom pai, um cara muito legal! Como então alguém poderia acreditar que ele no fundo, debaixo de toda essa fachada, não passa de um tira corrupto? Um cara que usa sua farda e autoridade para ganhar dinheiro de forma ilegal? Pois é, o roteiro traz algumas surpresas sobre isso, principalmente em relação ao verdadeiro criminoso que atua dentro do distrito. Por fim há o romance água com açúcar envolvendo Andy McNally e Sam Swarek! Como a série é cheia de atores e atrizes bonitas, isso era mesmo de se esperar! Nesse episódio McNally perde seu anel de noivado, tentando esconder tudo do carcamano Sam! Coisas da vida... Enfim, esse é um episódio apenas OK. Nada demais, mostrando que a série andava mesmo esgotada em seus momentos finais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Cine Action - Crime Verdadeiro

Título no Brasil: Crime Verdadeiro
Título Original: True Crime
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Larry Gross
Elenco: Clint Eastwood, James Woods, Isaiah Washington, LisaGay Hamilton, Denis Leary, Bernard Hill
  
Sinopse:
Condenado à pena de morte pela acusação de ter matado uma mulher branca que estava grávida, o prisioneiro negro Frank Louis Beechum (Isaiah Washington) está a poucos dias de sua execução na cadeira elétrica. É justamente nesse momento que o jornalista Steve Everett (Clint Eastwood) é indicado para cobrir sua morte. A questão é que Steve desconfia que Frank Louis na verdade é um homem inocente, acusado de um crime que nunca cometeu. Ele passa então a ir mais a fundo na elucidação do assassinato, descobrindo coisas escabrosas em sua matéria investigativa.

Comentários:
Mais um bom filme lançado por Clint Eastwood que de certa maneira foi esquecido. É curioso o fato de que, embora Eastwood tenha dirigido bons filmes anos anos 90 (inclusive algumas obras primas), nada dessa época parece ter ficado marcado na mente para o público em geral. Muitos filmes caíram no esquecimento rapidamente. Esse "True Crime" é um exemplo. A trama é ótima, muito bem escrita, com toques de suspense e tensão que vão até a última cena, mas nada parece ter salvo a produção de ter caído na vala comum do esquecimento dos cinéfilos. Pouca gente lembrará, até porque Clint não interpreta um personagem marcante como Dirty Harry, por exemplo. O seu protagonista é praticamente uma pessoa comum, um jornalista que descobre haver uma conspiração envolvendo muitas pessoas importantes. Por trás de tudo uma falsa acusação envolvendo um negro, condenado à morte com um crime que não cometeu. Por causa de seu roteiro o filme chegou a ser indicado a um prêmio no Black Reel Awards, uma premiação de cinema que visa premiar e reconhecer obras cinematográficas que trazem mensagens importantes para o movimento negro americano. Aliás o filme levanta um ponto bem relevante nesse aspecto: a maioria dos condenados à morte nos Estados Unidos são negros e pobres, muitos deles não ganham um julgamento justo, geralmente sendo defendidos por advogados pagos pelo Estado. O resultado é que a maioria dos que estão presos hoje na América são desamparados pelo sistema judiciário. Os próprios operadores do direito muitas vezes os tratam como seres humanos de segunda categoria. Clint Eastwood assim chama a atenção para esse fato social completamente condenável.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Cine Action - Os Últimos Cavaleiros

Título no Brasil: Os Últimos Cavaleiros
Título Original: Last Knighs
Ano de Produção: 2015
País: Inglaterra
Estúdio: Lionsgate Pictures
Direção: Kazuaki Kiriya
Roteiro: Michael Konyves, Dove Sussman
Elenco: Clive Owen, Morgan Freeman, Aksel Hennie, Cliff Curtis, Giorgio Caputo, James Babson
  
Sinopse:
Inglaterra, Idade Média. Sir Amistal Raiden (Clive Owen) é um cavaleiro feudal que resolve partir em busca de vingança após seu senhor, o íntegro e honesto John Bartok (Morgan Freeman) ser morto por se recusar a pagar suborno a um importante e poderoso ministro da corte do Imperador. Dado como irrelevante e decadente, ele está disposto a tudo para honrar o nome de seu clã de cavaleiros guerreiros.

Comentários:
Na Europa medieval um rico senhor feudal, Lord Bartok (Morgan Freeman), é convocado para comparecer na corte, no gabinete do ministro Gezza Mott (Aksel Hennie). Ele é um membro corrupto do governo imperial e está atrás de puro suborno. O nobre Bartok porém se recusa a lhe dar uma grande fortuna em dinheiro, pois entende que isso corrompe os valores mais importantes da nação. Agindo assim acaba ganhando um inimigo poderoso, que estará disposto a tudo para colocar o seu clã Bartok em desgraça. O íntegro e honesto Lord só conta porém com a ajuda do comandante Raiden (Clive Owen), seu braço direito. A luta pela busca do poder será brutal. "Last Knights" (no Brasil, "Os Últimos Cavaleiros") é uma aventura medieval que foi lançada sem muito alarde em nossos cinemas. A proposta era realizar um filme à moda antiga, passada na era medieval, embora o roteiro nunca deixe claro em que exato período histórico se passe a estória. Isso é bem curioso e a direção de arte do filme, que usa elementos de culturas diferentes, parece confirmar a intenção de seus realizadores em não determinar em que momento na história se desenvolve todo o enredo. Em termos de elenco se destaca novamente Morgan Freeman. Sua participação porém dentro do roteiro é breve. Embora seja um dos personagens centrais do argumento ele logo deixa a cena, abrindo margem para a sede de vingança do personagem interpretado por Clive Owen. A produção é bem feita, embora não seja excepcional. Nos tempos atuais não há mais a construção de grandes cenários, sendo tudo criado em computador, em pura realidade virtual. Assim os grandes castelos e muralhas são apenas técnicas da mais pura computação gráfica. Algumas vezes funciona, mas devo confessar que em certos momentos tudo me pareceu pouco convincente. Não me passou veracidade. O roteiro também não traz maiores novidades, se concentrando na velha fórmula da vingança pessoal. Há uma quebra de ritmo na segunda metade do roteiro que poderá desagradar a algumas pessoas. De bom mesmo eu apontaria as boas cenas de lutas de espadas e uma ou outra bem realizada sequência de ação. "Last Knights" não chega a ser um grande filme, mas até que diverte bem, sem maiores pretensões.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

The Blacklist 2.13 - The Deer Hunter

Série: Lista Negra - The Blacklist
Episódio: The Deer Hunter (No. 93) 
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Television, Sony Pictures
Direção: Andrew McCarthy
Roteiro: Jon Bokenkamp, Amanda Kate Shuman
Elenco: James Spader, Megan Boone, Diego Klattenhoff
  
Sinopse e comentários:
O vilão do episódio é um serial killer conhecido como The Deer Hunter (O caçador de Cervos). Um psicopata que arranca os órgãos internos de suas vítimas, praticando inclusive uma espécie de canibalismo ritual. Pelo menos assim pensa o FBI. Para Raymond 'Red' Reddington (James Spader) essa tese está errada. Não se trata de um homem, mas sim de uma mulher, provavalmente uma "imitadora" dos métodos do assassino original. As investigações acabam dando razão a Red. O que a agente Elizabeth Keen (Megan Boone) encontra é uma ligação entre os mortos e uma instituição de proteção a mulheres vítimas de crimes violentos.

E realmente não se trata do Deer Hunter original, mas sim de uma copycat (uma assassina que apenas copia o modus operandi do verdadeiro serial killer). Enquanto a agente Keen a persegue, Red usa de seus métodos nada convencionais para salvar a agente de um problema legal. Ele convence uma testemunha a voltar atrás, evitando assim que Keen seja ligada a um assassinato. Na última cena Liz conta a Red que está com o fulcro, algo que ele vem procurando há tempos. Por fim um aspecto interessante: esse episódio foi dirigido pelo ator Andrew McCarthy, velho colega e amigo de James Spader desde os antigos filmes adolescentes dirigidos pelo gênio John Hughes. Os fãs de filmes como "A Garota de Rosa-Shocking" e "Uma Questão de Classe" certamente se lembrarão dele.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Cine Action - 8mm - Oito Milímetros

Título no Brasil: 8mm - Oito Milímetros
Título Original: 8MM
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos, Alemanha
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Andrew Kevin Walker
Elenco: Nicolas Cage, Joaquin Phoenix, James Gandolfini
  
Sinopse:
O detetive particular Tom Welles (Nicolas Cage) é contratado por uma rica senhora, agora viúva, que descobriu um material perturbador no cofre do marido falecido. É um filme e ao que tudo indica ele traz cenas reais de um assassinato. Ela quer descobrir a origem e a veracidade das filmagens. Cabe a Welles agora investigar, indo para o submundo da pornografia e criminalidade da cidade. Filme indicado ao Urso de Ouro do Berlin International Film Festival.

Comentários:
O cineasta Joel Schumacher sempre foi conhecido pela irregularidade em sua filmografia. Ele tanto conseguiu dirigir bons filmes, como verdadeiras bombas ao longo de sua carreira. Esse aqui fica no meio termo. Na verdade pode-se considerar até um bom filme, principalmente por explorar um tema bem complicado, o submundo dos chamados "snuff films", filmes trazendo imagens reais de crimes como assassinatos, estupros, etc. Algo direcionado mais para um público bem doentio. Ao ser contratado por uma viúva rica ele cai fundo no pior submundo de Los Angeles e lá descobre todos os tipos de perversões e taras sexuais. Além do bom roteiro outro aspecto que chama a atenção nessa produção é o elenco de apoio. Não é para menos, temos aqui um ótimo Joaquin Phoenix, em um papel bem estranho e fora dos padrões e James Gandolfini, da série de sucesso "Família Soprano" como um sujeito bem desprezível. Em suma, " 8mm - Oito Milímetros" é um bizarro passeio pelo submundo da alma humana, algo que acaba destruindo até mesmo a vida familiar e profissional do detetive, protagonista da fita. Entre os vários filmes de Joel Schumacher esse é certamente um dos que valem a pena ser conhecidos, embora não seja indicado para pessoas de estômagos fracos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Séries - Chicago PD 3.06 / Rookie Blue 6.06

Chicago PD 3.06 - You Never Know Who's Who
Esse episódio é extremamente curioso. imaginem um sujeito, completamente maluco, que consegue convencer outras pessoas que trabalha para a CIA e que na verdade as estariam recrutando para missões especiais, ultra secretas, da agência de inteligência do governo americano! Pois é justamente o que acontece aqui. Um corpo é encontrado dentro de um carro. As investigações demonstram que ao redor do homem que foi encontrado morto gira uma série de sujeitos que acreditam estar trabalhando para a CIA. Agora caberá ao sargento Hank Voight (Jason Beghe) e sua equipe localizar esses "agentes" para que eles parem com a fantasia e que também parem de cometer crimes - sim, muitos deles cometeram inclusive assassinatos, convencidos que estariam trabalhando para o governo! Uma coisa, literalmente, de louco! Nesse episódio também temos o lado mais sentimental, com um garotinho com câncer que sempre sonhou ser um policial. Os tiras de Chicago fazem uma bela homenagem a ele. Por fim a sargentona Trudy Platt (Amy Morton) consegue livrar a barra de um dos homens de Voight cobrando para isso certos "favorzinhos" que fez aos seus superiores no passado. Bom episódio, que foi exibido nos Estados Unidos na mesma noite, em sequência ao anterior. / Chicago PD 3.06 - You Never Know Who's Who (Estados Unidos, 2014) Direção: Mark Tinker / Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas / Elenco: Jason Beghe, Jon Seda, Sophia Bush, Amy Morton.

Rookie Blue 6.06 - Home Run
Nossa! Nunca pensei que iria chegar tão longe em se tratando de "Rookie Blue", mas cá estou eu, chegando ao fim da sexta temporada (a última, exibida em 2015). Pois é, de forma em geral confesso gostar desse tipo de seriado policial americano enlatado. Esse episódio começa com os tiras do departamento organizando um amigável jogo de beisebol numa região barra pesada de Seattle, dominada por gangues de traficantes de drogas. É uma forma de ganhar a confiança dos moradores em geral. O que começa bem, com boas intenções, termina muito mal quando um sujeito chega atirando a esmo de dentro de um carro. Todas as suspeitas levam a pensar que o autor dos tiros foi um conhecido líder de gangue do bairro, mas será mesmo? Outra revelação vem do fato de que a tira Juliet Ward (Erin Karpluk) não é uma policial corrupta, como todos inicialmente pensavam, mas sim alguém infiltrado dentro do departamento pela corregedoria para investigar denúncias de corrupção policial dentro do distrito! E ela está de olho, quem diria, no Sargento Shaw! Por fim para as espectadoras românticas da série acontece finalmente o pedido de casamento de Sam Swarek (Ben Bass). Ele se ajoelha perante sua amada, a oficial Andy McNally (Missy Peregrym) e seguindo as regras a pede em casamento! Tudo bem bonitinho! / Rookie Blue 6.06 - Home Run (Estados Unidos, 2015) Direção: Gregory Smith / Roteiro: Tassie Cameron, Morwyn Brebner  / Elenco: Missy Peregrym, Gregory Smith, Enuka Okuma, entre outros.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cine Action - Inimigo do Estado

Título no Brasil: Inimigo do Estado
Título Original: Enemy of the State
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Tony Scott
Roteiro: David Marconi
Elenco: Will Smith, Gene Hackman, Jon Voight
  
Sinopse:
Robert Clayton Dean (Will Smith) é um jovem advogado que trabalhando na capital dos Estados Unidos, Washington D.C, acaba descobrindo, sem querer, uma conspiração envolvendo altos membros do governo americano na morte de um senador da república. Depois que toma conhecimento dos fatos ele se torna um alvo, um "inimigo do Estado", pois todos querem encobrir o plano de assassinato.

Comentários:
Tony Scott foi um bom diretor, um cineasta talentoso que conseguia aliar inteligência com o pior do cinemão pipoca americano de verão. Eis aqui um exemplo. O roteiro é muito bom, bem desenhado, com uma trama que ficaria bem em qualquer tipo de gênero cinematográfico. Para falar a verdade "Enemy of the State" só não é melhor porque afinal de contas foi produzido por Jerry Bruckheimer! Quem conhece o estilo desse produtor de Hollywood já sabe o que encontrará pela frente: cenas e mais cenas de ação, cada uma mais espetacular do que a outra, mas também todas elas sem um pingo de criatividade, apelando para clichês em todos os momentos. Assim o filme acabou se tornando um cabo de guerra entre Tony Scott, tentando desenvolver uma boa trama, e seu produtor Bruckheimer, apelando o tempo inteiro para perseguições, correrias, explosões e tiroteios. No meio de tudo surge o astro Will Smith, que acaba sendo eclipsado pelos excelentes veteranos Gene Hackman e Jon Voight. Nesses momentos você percebe a diferença entre um ator de verdade e uma estrelinha popular. Smith, coitado, não chega nem aos pés da classe de um Gene Hackman. Chega até mesmo a ser uma covardia o encontro entre eles. Então é basicamente isso. Um bom filme de ação, prejudicado apenas pela ganância de seu produtor, tentando fazer do filme o mais comercial possível. Entre mortos e feridos porém ainda consegue ser uma boa diversão.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Cine Action - A Guerra das Flechas

Título no Brasil: A Guerra das Flechas
Título Original: Choi-jong-byeong-gi hwal
Ano de Produção: 2011
País: Coreia do Sul
Estúdio: Venture Capital
Direção: Han-min Kim
Roteiro: Han-min Kim
Elenco: Chae-won Moon, Hae-il Park, Seung-ryong Ryu, Mu-Yeol Kim
  
Sinopse:
Coreia, século XVII. Após a morte de seu pai, assassinado por usurpadores guerreiros que promoveram um golpe de Estado, a jovem Ja-in (Chae-won Moon) e seu irmão fogem e se mudam para terras distantes. Seu martírio porém não chega ao fim. Treze anos após sua chegada no feudo pertencente ao seu tio, toda a região onde vive é invadida por tropas imperiais da Manchúria! Os novos conquistadores espalham teror e morte por onde chegam, causando a chacina e a escravidão do povo local. Filme indicado ao Asian Film Awards e ao Blue Dragon Awards.

Comentários:
Muito boa essa produção coreana sobre um dos períodos mais conturbados da história daquela nação. Como o próprio título da fita indica, o filme mostra os acontecimentos históricos reais quando a península coreana foi invadida pelos povos da Manchúria, uma região ao norte da China. Como era de praxe naqueles tempos obscuros os povos invasores e vitoriosos escravizavam os povos vencidos e conquistados com requintes de crueldade extrema. A personagem principal é um jovem que acaba vivendo todo esse caos e o pior de tudo, a temida invasão ocorre justamente no dia de seu casamento! Apesar de tudo isso não vá pensando que se trata de um drama, daqueles bem tristes e melancólicos. Não é essa a intenção do diretor e roteirista Han-min Kim. Ao invés de investir nessa linha ele preferiu acertadamente realizar um filme de guerra, ação e aventura, com muitas cenas de batalha e conflitos. Embora seja um pouco excessivo em sua duração o filme diverte bastante, sem apelar para exageros ou algo do tipo. A trama central se mantém firme, inclusive sob o ponto de vista histórico, e muitas cenas com muita ação vão se sucedendo. Uma delas é bem interessante, quando um pequeno grupo de soldados da Manchúria, os vilões do filme, acabam cercados por um feroz e selvagem tigre, bem no meio de uma ravina! A atriz Chae-won Moon também se mostra bem talentosa. A produção em si é muito boa, com ótimos figurinos e preciosa reconstituição de época. Tudo de muito bom gosto. Em relação ao nosso mercado deixo um aviso: procure por uma versão legendada, com som original, porque infelizmente a versão dublada no Brasil deixa bastante a desejar. Um trabalho muito mal feito, vamos convir. Então é isso, fica a dica desse filme coreano que vai certamente satisfazer a vontade dos fãs de filmes orientais. Vale a pena.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Cine Action - O Ataque

Título no Brasil: O Ataque
Título Original: White House Down
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: James Vanderbilt
Elenco: Channing Tatum, Jamie Foxx, Maggie Gyllenhaal

Sinopse:
Um grupo terrorista se faz passar por equipe de manutenção e entra no forte sistema de segurança da Casa Branca. Uma vez lá seu objetivo é fazer de refém o próprio presidente dos Estados Unidos. Para isso porém terão que passar por cima de Cale (Channing Tatum), um ex-militar de elite que está na Casa Branca ao lado da filha fazendo um tour turístico. Filme indicado ao MTV Movie Awards na categoria de Melhor Herói (Channing Tatum). Filme também indicado aos prêmios People's Choice Awards (Melhor Thriller de ação) e Teen Choice Awards (Melhor Filme do verão).

Comentários:
É mais um daqueles filmes de ação genéricos que são produzidos para os cinemas comerciais do grande circuito. Nada de muito original no roteiro. A produção só se destaca mesmo por ter um elenco muito acima da média e por ser tecnicamente muito bem realizada, com vários efeitos visuais de excelente nível técnico. Não espere por muita sutileza já que a direção foi assinada por Roland Emmerich, um cineasta que segue os passos de seu mestre Michael Bay, o rei das explosões gratuitas. O argumento é obviamente bem absurdo o que irá exigir do espectador uma certa cumplicidade - afinal de contas encarar uma invasão na Casa Branca com o sistema de segurança que deve existir por lá não é uma coisa simples de aceitar. Jamie Foxx e Maggie Gyllenhaal deixam por um momento o cinema mais sério e abraçam essa diversão sem maiores compromissos. Já Channing Tatum segue sua sina de tentar virar um astro do primeiro time - algo que acredito jamais acontecerá pois o sujeito é desprovido de carisma e talento. Melhor teria sido escalar outro elenco. A cantora Madonna que recentemente disse que queria explodir a Casa Branca bem que poderia ter participado do elenco, como uma terrorista maluca! Iria cair muito bem!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Cine Action - Vale da Luta

Título no Brasil: Vale da Luta
Título Original: Fight Valley
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Cinestyle Media Group
Direção: Rob Hawk
Roteiro: Rob Hawk
Elenco: Susie Celek, Miesha Tate, Erin O'Brien
  
Sinopse:
Uma jovem mulher é encontrada morta. Tudo leva a crer que ela se envolveu no submundo das lutas clandestinas, com combates realizados em lugares distantes e escondidos, como florestas e propriedades abandonadas. Agora sua irmã Windsor (Susie Celek) decide descobrir o que efetivamente aconteceu. Ela se infiltra nesse mundo para encontrar o assassino de sua querida irmã assassinada.

Comentários:
Filme B de ação que a despeito disso conseguiu espaço no circuito comercial de cinemas, tanto nos Estados Unidos como no Brasil! Vai entender... O elenco é praticamente todo feminino, o que também não deixa de ser uma surpresa em termos de filmes desse gênero. O diretor e roteirista Rob Hawk claramente não parece preocupado em desenvolver um roteiro minimamente bem escrito. Ao invés disso ele investe mesmo nas cenas de lutas, que chegaram a ganhar elogios entre a imprensa americana. A trama tem inúmeras reviravoltas, mas nenhuma delas chega a funcionar direito. Na verdade o diretor Hawk se empenha mesmo em criar as condições suficientes para o "grande clímax", onde as jovens feministas se encontram para um grande quebra pau! Não acredito que vá interessar a muitos, embora essa coisa de fazer um filme de ação apenas com mulheres vá despertar pelo menos a curiosidade e o apoio dos movimentos mais centrados no fim do machismo no cinema, afinal se eles podem, por que elas não? Em termos puramente cinematográficos, por outro lado, não é muito convincente. Arrisque por sua própria conta e risco. O filme está em cartaz em todo o Brasil nesse fim de semana.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Cine Action - Pequenos Guerreiros

Título no Brasil: Pequenos Guerreiros
Título Original: Small Soldiers
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures, DreamWorks
Direção: Joe Dante
Roteiro: Gavin Scott, Adam Rifkin
Elenco: Kirsten Dunst, Gregory Smith, David Cross
  
Sinopse:
Uma empresa de armas de última geração compra uma fábrica de brinquedos e decide criar uma linha inovadora de soldados guerreiros em miniatura. Também é criada uma linha de inimigos, os Gorgonóides. Quando uma caixa com os pequenos guerreiros é desviada da fábrica e eles conseguem fugir, inicia-se uma verdadeira guerra entre os brinquedos por toda a cidade. Filme premiado pelo Sitges - Catalonian International Film Festival e International Film Music Critics Award (IFMCA) na categoria de Melhor Trilha Sonora Original (Jerry Goldsmith).

Comentários:
O criativo diretor Joe Dante dirigiu nos anos 90 esse simpático filme produzido por Steven Spielberg. A premissa é das mais bem boladas. Imagine um grupo de soldados de brinquedos que ganham vida e partem para uma missão real, em nosso mundo! Claro que fica claro desde o começo que Dante está na verdade fazendo uma grande homenagem aos anos de infância de todos nós, ao adentrar a mente de uma criança brincando com seus bonecos de ação, ao mesmo tempo em que dá vida a todos eles. O filme, como não poderia deixar de ser ao trazer o selo Spielberg de qualidade, é muito bem feito, com ótimos efeitos digitais. Os tais pequenos guerreiros são estereótipos de personagens de filmes de ação, com cabelo militar, muitos músculos, charuto na boca e armamento pesado! Claro que o filme é direcionado aos garotos, na faixa entre oito a doze anos, quando ainda se faz presente a imaginação infantil nas brincadeiras de criança. Mesmo assim, se você já for um marmanjo, provavelmente também curtirá por causa do inegável sabor nostálgico que o filme traz. Os anos da infância voltarão, pelo menos por algumas horas! Assista e se divirta!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.